A GRANDE NAÇÃO BRASILEIRA CHEGOU AO FUTURO

""Obviamente, eu não carrego a ilusão de que a gente vai transformar o Brasil na grande nação com que todos nós sonhamos em 8 anos, 15 anos. É um processo que precisa ter continuidade. Daí a necessidade de o próximo governante ter uma concepção seqüencial, de dar cumprimento às coisas que estamos fazendo.""
Por Luiz Inácio Lula da Silva

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma Locomotiva Chamada Brasil de Lula - Dois milhões de postos de trabalho em 2010

Além da excelente nova dos números de emprego gerados no mês de outubro pp e no ano, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, revelou uma notícia ainda melhor: a expectativa e indícios de que dispõe o governo apontam que em 2010 serão gerados nada menos que dois milhões de empregos formais, com o governo Lula retomando nessa área a performance anterior à crise.

São números como esses que o Brasil e seu povo merecem. E é sempre bom lembrar que passamos recentemente pela pior crise financeira internacional dos últimos cem anos. E que o governo que antecederam aos de Lula, comandados por FHC, eliminaram milhões de empregos nos primeiros quatro anos e só conseguiram criar 800 mil nos últimos quatro - ou seja, geravam por ano, o que a administração Lula cria por mês.

O ministro do Trabalho apresentou, assim, um excelente diagnóstico, claro que calcado na retomada do emprego, inclusive na indústria. Por isso a palavra de ordem agora é retomar os investimentos e aumentar a poupança. Para isso, precisamos de juros baixos, menos spreads, mais crédito a longo prazo e um Eximbank. Necessitamos, também, de uma verdadeira reforma tributária, mais exportações e a manutenção dos investimentos públicos na infraestrutura do país.

Se assim agirmos, estaremos criando, definitivamente, as condições para garantir um crescimento de mais de 5% ao ano a partir do ano que vem e, com certeza, por vários anos.

Do ZD

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Programa de proteção a defensores de direitos humanos dobra número de estados atendidos

O coordenador-geral do Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, Fernando Matos, disse hoje (13) que o número de estados atendidos dobrou este ano. Além do Pará, de Pernambuco e do Espírito Santo, este ano estão sendo atendidos Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

"Nós temos uma boa perspectiva de ampliar a rede no ano que vem", disse durante o 4º Seminário Nacional do Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, promovido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, em Brasília.

Ele acrescentou que já foi encaminhado ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva projeto de lei que cria um programa federal e estabelece normas para a implantação de programas estaduais.

A conselheira do Ministério das Relações Exteriores, Márcia Ramos, disse que o trabalho desenvolvido pelos defensores de direitos humanos é indispensável para a democracia. Ela ressaltou a importância do programa e disse que os defensores têm um papel semelhante ao do Itamaraty na defesa três princípios de direitos humanos – o da universalidade, da indivisibilidade e da interdependência.

“Enquanto defendemos lá a validade desses três princípios, vocês estão fazendo isso na prática. Na medida em que vocês defendem a liberdade de expressão, o direito à saúde ou o direito à vida. Tendo uma visão mais externa, eu percebo que nós fazemos lá fora, o que vocês fazem no Brasil.”

Márcia Ramos disse ainda que o país é referência em democracia, mesmo tendo ainda uma certa dificuldade em colocar em prática todos os avanços conquistados no campo internacional, em matéria de direitos humanos.

“Atualmente um país que possa denunciar no cenário internacional que a sociedade civil se manifesta das mais variadas formas e o governo brasileiro incentiva essa denúncia, é um avanço. Muitas vezes as ONG [organizações não governamentais] de países muçulmanos não conseguem sequer abrir a boca numa reunião internacional.”

C/A

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Proposta de Minc para mudanças no Código Florestal inclui plantio em encostas e morros

Em entrevista coletiva, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, diz que a polêmica entre ambientalistas e ruralistas sobre modificações no Código Florestal pode estar chegando ao fim.

A polêmica entre ambientalistas e ruralistas sobre modificações no Código Florestal pode estar chegando ao fim. Pelo menos é no que acredita o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que apresentou hoje (5) as propostas da área ambiental para o assunto. Minc aceita manter as plantações de maçã, café, uva e mate em encostas e topos de morros e permite a soma das áreas de proteção permanente (APPs) à reserva legal para os agricultores familiares ou com propriedades de até 150 hectares.

“Acabou a guerra. Estou otimista de que vamos chegar a um bom entendimento. Não acho que a CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil] e o Greenpeace vão sair juntos dançando reggae na Chapada dos Veadeiros, mas houve muitos avanços [na negociação]”.

As propostas do Ministério do Meio Ambiente foram fechadas com movimentos de agricultores familiares, mas segundo Minc, também beneficiam os grandes produtores. O MMA propõe a simplificação da averbação da reserva legal das propriedades – que passará a ser fiscalizada a partir de 11 de dezembro – com redução da burocracia. Para os agricultores familiares, o georreferenciamento será gratuito.

A consolidação de plantios de macieiras, videiras e cafezais em encostas e topos de morros e de arroz em regiões de várzea estará garantida, de acordo com a proposta da área ambiental. A concessão valerá para os pequenos e grandes produtores, no entanto, não serão permitidos novos desmatamentos para ampliar as lavouras nessas áreas.

A utilização de APPs como reserva legal só valerá para a agricultura familiar ou propriedades com até 150 hectares. Já a permissão de manejo florestal na área da reserva legal também poderá ser feito pelos grandes proprietários, inclusive com exploração madeireira.

Outra proposta, que na avaliação de Minc vai beneficiar a agricultura empresarial, é a criação de um sistema de cotas de reserva florestal. Quem não preservou a reserva legal dentro da propriedade pode comprar áreas preservadas por outros produtores, desde que no mesmo bioma e na mesma bacia hidrográfica. A compensação em outras áreas é prevista pelo Código Florestal, mas até hoje não foi regulamentada. Cada cota corresponderá a um hectare de área preservada. O preço das cotas será definido entre compradores e vendedores, sem interferência do governo.

Minc também quer a criação do programa Mais Ambiente, com garantia de mais tempo para regularização, assistência técnica e acesso a mudas e sementes para quem aderir à iniciativa. De acordo com o ministro, o conjunto de propostas deve resolver pendências legais de 95% dos agricultores do país, entre pequenos e médios produtores.

Parte das propostas fica garantida com a edição de instruções normativas e resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). As mudanças mais polêmicas dependem de decretos presidenciais ou medidas provisórias. Na próxima segunda-feira (9) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve definir que posições o governo vai adotar em reunião com Minc e os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel

Por Luana Lourenço

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Inclusão Econômica - Classes D e E puxaram consumo na crise

A base da pirâmide social, as classes D e E, de menor renda, foi responsável pela metade do crescimento das vendas de alimentos e artigos de higiene e limpeza vendidos nos supermercados no primeiro semestre deste ano, revela um estudo da consultoria Nielsen.

As 44 categorias de produtos pesquisadas em 8.400 domicílios brasileiros tiveram um acréscimo no volume de vendas de 3% no primeiro semestre deste ano em relação aos mesmos meses de 2008. E as classes D e E contribuíram com 50% dessa variação no período.

"Ao contrário do que se previa, o desemprego se manteve controlado, a confiança do consumidor foi aos poucos retomada e a população de baixa renda voltou às compras", afirma o executivo de atendimento da consultoria, Sergio Pupo.

Apesar do medo da crise, as classes D e E, que são 36% dos lares brasileiros, ampliaram em 4% a frequência ao supermercado no primeiro semestre deste ano e gastaram 1% a mais a cada compra, mostra a pesquisa. Com isso, aumentaram em 5% o desembolso total com as compras de supermercado no primeiro semestre de 2009 ante igual período de 2008, superando a média do mercado como um todo, que foi 3%.

Já as famílias de classe C reduziram em 1% a compra média, apesar de terem aumentado em 5% a frequência de compras. O que resultou num acréscimo de apenas 1% do gasto total nos supermercados para esse estrato social no período.

Segundo Pupo, o padrão de consumo dos itens vendidos nos supermercados já retomou os níveis pré-crise. De acordo com a pesquisa, 42% das categorias apresentaram crescimento no primeiro semestre deste ano e 31%, estabilidade, ante os mesmos meses de 2008. No primeiro semestre de 2007 na comparação com igual período de 2006, 41% dos itens apresentavam crescimento e 42%, estabilidade. O quadro mudou completamente no primeiro semestre de 2008, quando só 21% dos itens vendidos nos supermercados tiveram acréscimo ante o mesmo período de 2007 e 47% estabilidade, nas mesmas bases de comparação.

A consultoria, que também pesquisa a confiança do consumidor em 50 países, detectou melhora do humor do brasileiro em geral. No segundo trimestre deste ano, o Brasil subiu três posições no ranking mundial da confiança do consumidor. No primeiro trimestre deste ano, o País ocupava a sétima posição, com 88 pontos, e no segundo trimestre passou para a quarta posição, com 96 pontos. Esse resultado supera a média global de 82 pontos. Entre os Brics, grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia e China, o índice de confiança do brasileiro só perdeu no segundo trimestre deste ano para a do indiano (112 pontos). Tanto o chinês, com 94 pontos, e o russo, com 82 pontos, foram superados pelos brasileiros.

Na análise de Pupo, esse otimismo pode ser considerado como tendência. De acordo com uma enquete feita no segundo trimestre, 46% dos brasileiros consideram excelentes e boas as perspectivas para o emprego nos próximos 12 meses.

Por: Helena™

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Responsabilidade - Ministério da Saúde e CNBB fecham parceria para realizar teste de aids e sífilis

O Ministério da Saúde e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) formalizaram hoje (22) uma parceria para a realização de testes de HIV e de sífilis em mulheres grávidas. A parceria vai atender primeiramente cinco capitais - Manaus, Curitiba, Fortaleza, João Pessoa e Porto Alegre -, mas poderá ser ampliada para outros municípios. Para chamar atenção da população, a CNBB vai realizar a campanha "Declare Seu Amor Por Você" que será divulgada no rádio e por meio de cartazes e folhetos.

As paróquias que quiserem fazer as mobilizações para os testes poderão contar com a rede pública de saúde que vai colocar à disposição profissionais qualificados, além de testes e aconselhamento pré e pós-exame. Também será feito o encaminhamento à rede de saúde para casos positivos.

De acordo com o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, o trabalho vai começar onde a igreja tem pastorais da DST/Aids organizadas, ou outras pastorais, como a da Criança. Depois, o trabalho será ampliado para os municípios onde elas não estão presentes.

“[Vamos] ir detectando os municípios onde a igreja tem suas pastorais organizadas e depois detectando as infraestruturas necessárias onde elas não existem, criar essas estruturas de modo que quanto mais as pessoas tiverem informação e depois condições para o tratamento e acompanhamento pós-diagnóstico mais nós vamos crescer”, disse.

A Pastoral da DST/Aids está presente em 142 dioceses no Brasil e possui 13 mil agentes capacitados e envolvidos no trabalho de acompanhamento de pessoas com HIV.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou que essa é uma medida importante para ampliação do diagnóstico precoce das duas doenças. “ [Esse é o] encontro entre uma política pública de grande respeitabilidade no Brasil, que é a política de aids e a Igreja Católica colocando a grande capilaridade, a grande penetração que ela tem, a respeitabilidade que ela tem, na luta pelo diagnóstico precoce pela testagem”, disse.

De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, há 630 mil pessoas com o vírus da aids no Brasil. Desse total, 225 mil não sabem que tem o vírus. Em relação à sífilis, cerca de 40% dos casos onde há transmissão do vírus da mãe para o bebê podem resultar em aborto ou morte do recém-nascido.

Questionado sobre a política de combate ao vírus H1N1, da gripe suína, Temporão disse que vai apresentar no próximo dia 6 de novembro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma nova estratégia para a doença.

“Ontem eu tive uma reunião aqui no ministério discutindo estratégia de comunicação, de educação, ampliação de redes de UTI, toda política de planejamento que devo apresentar para o presidente Lula no dia 6 de novembro”, informou.

Por Roberta Lopes

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Imprensa Golpista - Casa Branca decide enfrentar as mentiras da rede de TV Fox

“Quando o presidente fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita”, afirma Anita Dunn, diretora de comunicação da Casa Branca. Ele já sabe que “estará como num debate com o partido da oposição. É um braço dos republicanos”

ACasa Branca anunciou que passou a tratar a rede de TV Fox como um apêndice partidário dos republicanos e não como uma organização jornalística. “A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico”, afirmou Anita Dunn, diretora de comunicação, em declaração ao “New York Times”.

Em entrevista à CNN, Dunn afirmou que Obama considera agora a rede Fox como opositor e não propriamente um órgão jornalístico. “Quando o presidente fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita” – ela explicou. – “O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição”. Ela acrescentou que a Fox “opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicação do Partido Republicano”.

MONOPÓLIO DE MÍDIA

Como se sabe, meia dúzia de famílias controlam os principais meios de comunicação, com estreita ligação com bancos e outros monopólios, e a mídia tem sido o instrumento chave de dominação. As denúncias da diretora de comunicações de Obama poderiam, perfeitamente, serem expostas, por exemplo, pelo presidente Chávez na Venezuela, ou por Lula aqui no Brasil. Quanto aos EUA, nos últimos meses, os episódios de desinformação, manipulação e mais do que isso, propagação de mentiras descaradas, se avolumaram, até o ponto de o governo Obama rever relações e decidir, como dito à revista “Time”, “partir para cima deles”. Agora, o blog da Casa Branca expõe, como fez recentemente, as “mentiras da Fox”.

Embora o governo Obama esteja concentrando o fogo na Fox, não foi só essa rede que falseou, mentiu e buscou incitar o ódio nos EUA. Como registrou matéria da revista “Time”, o alerta soou na Casa Branca em setembro, quando o “New York Times”, no conhecido episódio do discurso de Obama às crianças em idade escolar, “publicou em primeira página a indignação dos pais” – sendo que o discurso ainda não tinha sido proferido e seu conteúdo benigno tornado público. Na expressão do secretário de imprensa Robert Gibbs, foi nesse momento que foi preciso dizer “espera um minuto, isso está virando um circo”.

O vice-diretor de comunicação, Dan Pfeiffer, denunciou como os comentários mais canalhas a respeito da reforma de saúde eram apresentados na mídia dos EUA “encobertos como ‘controvérsias’”. “Quando se debate se se trata ou não de assassinar velhinhas e criancinhas doentes” – ele afirmou – “não se aplicam as regras normais do jornalismo: é preciso ser a favor de não assassinar ninguém. É preciso ter lado e a opinião do ‘outro lado’ absolutamente não interessa”.

FALSIFICAÇÕES

Outra mentira nojenta divulgada pela mídia era que a reforma da saúde levaria à criação de “clinicas de sexo” nas escolas. Em suma, a mídia agia abertamente, para nocautear Obama e impedir qualquer mudança, por menor que fosse. Se os episódios mais escandalosos surgiram a partir da reforma de saúde, há, no entanto, muito mais em jogo, como a regulação ou não sobre os bancos, recursos para empregos e infra-estrutura ou para o bailout, desemprego gigantesco e duas guerras.

Sob o comando de Anita Dunn, como registrou a “Time”, “emergiu a nova estratégia da Casa Branca”: ao invés de “dar munição aos críticos” através de bem-intencionada exposição de fatos que depois os jornais desvirtuariam como supostas ‘prova’ contra o Obama, o governo partiu para o contra-ataque aos futriqueiros e politiqueiros e suas distorções e falsidades. “Temos de ser mais agressivos que apenas sentar e ficar nos defendendo, porque eles vão dizer qualquer coisa. Eles vão pegar qualquer coisa pequena e distorcê-la”, assinalou a diretora de comunicação de Obama.

Na volta das férias, o presidente saudou a iniciativa, e convocou os auxiliares para “partir para cima deles”. Nada de muita conversa. “A melhor analogia é provavelmente o base-ball”, resumiu Gibbs. “O único modo de arrancar os caras de uma base, é mandar uma bola rápida. Aí, eles se mexem.”

Por ANTONIO PIMENTA

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Petrobras vai investir na abertura de novas fronteiras exploratórias

O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, afirmou que a companhia considera fundamental a abertura de novas fronteiras exploratórias, na medida em que, desta forma, a empresa estará permanentemente alimentando o processo exploratório no país, com possibilidade de novas descobertas.

Segundo Estrella, a programação de perfurações da estatal atender aos prazos de exploração definidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“A abertura de novas fronteiras é fundamental para nós. As perfurações nas costas leste, nordeste e equatorial brasileira são decisões estratégicas da companhia, na medida em que nos leva exatamente a essas descobertas de novas fronteiras exploratórias”.

Estrella admitiu que Petrobras não conseguiu, “por problemas mecânicos”, perfurar o primeiro poço na camada do pré-sal, na Bacia do Jequitinhonha, no litoral sul da Bahia.

“Nós chegamos a explorar um poço no pós-sal da região, mas não obtivemos o resultado esperado, mas isto não interrompeu nossos planos e nós vamos perfurar um novo poço na região da camada pré-sal que apresenta boas perspectivas de se descobrir óleo”, disse o diretor.

Ele considerou preferível não fazer comparações entre as bacias de Santos e do Jequitinhona. “Santos, do ponto de vista de área sedimentar, é uma bacia gigantesca. Se o pré-sal é uma coisa extremamente importante, mais importante é a revelação de uma enorme província de petróleo.”

Estrella lembrou que, na Bacia de Santos, a Petrobras está produzindo no pré-sal e no pós-sal. “Temos o teste de longa duração de tiro que está previsto para começar até o final deste ano, no mais tardar início do próximo. É uma acumulação nova em termos de modelo geológico. De maneira que a Bacia de Santos foi, certamente, o grande acontecimento exploratório mundial desses últimos cinco anos.”

Já em Jequitinhona, segundo ele, as bacias são menores, estreitas, “o que não quer dizer que elas não possam vir a ser bacias grandes produtoras de petróleo. Mas ainda que ela não seja semelhante em tamanho às bacias do Sudeste, ela é estratégica para o objetivo da Petrobras de, permanentemente, abrir novas fronteiras exploratórias."

Por Nielmar de Oliveira

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Luz no fim do Túnel - Câmara aprova aumento de recursos para a Educação

A Câmara dos Deputados aprovou há pouco por 390 votos a favor e três abstenções, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC), que acaba de forma gradativa com a incidência da Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre os recursos do governo federal destinados à educação.

Como a PEC de origem do Senado foi alterada na Câmara ela retorna ao Senado para nova apreciação.

A DRU é um mecanismo que permite ao governo federal gastar 20% de qualquer arrecadação sem justificar a destinação dos recursos.

A PEC estabelece que o fim da incidência da DRU nos recursos destinados à educação se dará gradualmente: 12,5% neste ano e 5% no ano que vem, não havendo mais a incidência sobre esses recursos a partir de 2011.

A proposta também amplia a obrigatoriedade da educação básica que hoje é de 7 a 14 anos e passará a ser de 4 a 17 anos de idade.

Se aprovada na nova votação do Senado e promulgada, a educação, que deveria receber este ano do Tesouro Nacional cerca de R$ 20,9 bilhões, poderá receber aproximadamente R$ 24,5 bilhões, ou seja, cerca de R$ 3,6 bilhões a mais do que o previsto.

C/A

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Newsweek - Lula é o político mais popular do planeta

Reportagem do site da revista Newsweek chama o Presidente Lula, de "o político mais popular do planeta" e diz que Lula é a estrela da Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova York. A tradução é de Marco Bahé, do site Contas Abertas.

Ele cresceu tão pobre que só veio descobrir o que era pão quando tinha 7 anos. Essa era a idade de Lula quando ele subiu num pau-de-arara com sua família de agricultores pés-descalços e todos os seus bens para uma viagem de 1.900 milhas do nordeste do país para uma vida nas favelas de São Paulo. Ele abandonou a escola na quinta série, lustrou sapatos na rua, e, aos 14, foi trabalhar em uma fábrica de auto-peças, até perder um dedo em um torno durante o turno da noite. Eventualmente, ele subiu na vida ao se tornar um líder sindical respeitado internacionalmente. Uma junta militar governava o Brasil na época e as greves eram ilegais, mas ele desafiou os generais e os patrões e praticamente coloco de joelhos a potência industrial do continente em nome dos metalúrgicos.

Lula está em Nova York, esta semana, para abrir a 64ª sessão da Assembleia Geral da ONU. As câmeras podem concentrar-se na personificação cool americana Barack Obama ou em autocratas flamboyant de peito estufado como Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, e Hugo Chávez, e da Venezuela, mas a maior estrela presente será o barbudo operador de torno: o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Após quase sete anos tumultuados de mandato, o homem a quem todos chamam de Lula continua a se beneficiar de uma taxa de aprovação acima de 70 por cento. Isso seria um feito notável em qualquer lugar, até mesmo em um continente onde os presidentes são uma mercadoria descartável. “Aquele ali é o cara”, saudou-o Obama na Cúpula das Américas deste ano. “O político mais popular na terra.”

Como da Silva ganhou tal aclamação diz muito sobre como a riqueza e o poder estão mudando nesta era de recessão. Com sua liderança, o Brasil tem resistido à crise melhor do que quase qualquer outra nação: nenhum único banco foi abaixo, a inflação está baixa e a economia está crescendo novamente. “As pessoas duvidavam quando eu disse que seria o último a cair em recessão e o primeiro a sair”, disse Lula a Newsweek, em uma entrevista exclusiva. “Mas espere para ver, em dezembro. Nós vamos criar um milhão de empregos este ano”. Isso não é tão bom quanto possa parecer: um milhão de empregos seria apenas o necessário para substituir os postos de trabalho que seu país perdeu desde outubro de 2008. Mas o Brasil parece muito melhor em comparação com a maioria dos lugares, está ultrapassando a Rússia e se juntando à Índia e à China, as outras grandes potências emergentes denominadas de BRIC – para liderar o caminho de volta ao crescimento econômico global. Longe estão os dias em que, como economista-chefe do Goldman Sachs, Jim O’Neill, brincando, lembrava: “as pessoas me disseram para eu colocar o B em BRIC só para fazer a sigla soar melhor.”

O “cara” do momento no Brasil diz que não poderia dar o fígado pelas pesquisas de opinião. “Se você tem políticas com falhas e tentar vendê-las com publicidade falsa, suas avaliações não vão durar”, diz ele. Mas a questão agora é saber se ele pode continuar a apostar na transformação da força de sua própria estrela em ganhos para o Brasil e, mais especificamente, se ele está prestes a jogar fora muito do que ele realizou como presidente. Ele tem apenas 15 meses de mandato e sua preferida na sucessão, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possui um nome pouco conhecido nacionalmente e nem um pouco do charme de seu chefe. Apesar da imensa popularidade de Lula, pesquisas recentes dizem que ela ocupa um distante segundo lugar e perdendo terreno para o candidato da oposição, o governador de São Paulo, José Serra. “A aura de Lula não é transferível”, observa Donna Hrinak, ex-embaixadora dos EUA para o Brasil. Para compensar, o ex-operário começou a fazer apenas o que seus críticos mais temiam quando ele tomou posse em 2003: apertar o controle governamental da economia, olhando para o outro lado quando aliados fundamentais são pegos com as mãos no dinheiro público.

Em nome de ajudar os pobres e os trabalhadores de classes mais baixas, mas com um olhar atento à eleição do próximo ano, Lula tem reiteradamente ‘bombado’ o salário mínimo (aumento de 67% desde 2003, quase 40% acima da inflação) e está impulsionando pagamento de benefícios sociais, um movimento que só pode acrescentar problemas à administração seguinte. “Temos que dar um pouco mais para aqueles que ganham menos”, diz Lula. No entanto, esse é o tipo de conversa populista que dá muitos calafrios. “O risco é o legado de despesas fixas e compromissos orçamentais que Lula vai deixar para o futuro”, adverte o ex-ministro Mailson da Nóbrega. A folha de pagamento pública está crescendo em mais de 10 vezes a taxa de investimento público em estradas, pontes e portos. Enquanto isso, Lula não tem feito nada para aliviar a carga tributária total do país, a mais elevada nos mercados emergentes em 36% do PIB. E quando o senador e ex-presidente José Sarney, que controla um bloco significativo de votos no aliado Partido do Movimento Democrático Brasileiro, viu-se sob o fogo por distribuir empregos para amigos e parentes, Lula correu em sua defesa, dizendo que Sarney “não poderia ser tratado como uma pessoa comum”, uma estranha escolha de palavras, vindo de um homem do povo.

Ainda assim, se há uma verdade constante sobre Lula, é que as coisas estão sujeitas a alterações. “Eu sou uma metamorfose ambulante”, ele gosta de dizer, citando o cantor cult brasileiro dos anos 1970 Raul Seixas. Na superfície, ele não tem mais do que uma leve semelhança com o sindicalista rude de 30 anos atrás, ou mesmo com o político se tornou nos anos 80 e 90, pregando para os pobres e esquecidos até que sua voz se tornou rouca. Os cachos negros agora são grisalhos e a barba desgrenhada é muito bem aparada. Em lugar de seu velho uniforme surrado e a calça jeans boca-sino, veste-se em belos ternos sob medida. Sua rispidez tem diminuído ao longo da vida, e longas horas de prática têm refinado sua gramática e vocabulário. O homem que assumiu o cargo dizendo que iria melhorar a sorte dos pobres brasileiros agora está convencido da missão do Brasil em transformar o mundo. “O Brasil é um país com sólidas instituições democráticas”, diz ele. “Nós mostramos às nações algumas lições sobre como enfrentar a crise econômica.”

De forma mais profunda, Lula é o mesmo de sempre. Ele ainda fala do mesmo jeito que eletrizou seus companheiros metalúrgicos. E, apesar de todas as suas maneiras polidas e roupas finas, nada irrita mais Lula do que ficar preso em seu escritório. “Ele fica nervoso quando passa muito tempo em sua mesa”, diz o chefe de gabinete, Gilberto Carvalho. “Ele diz: ‘Eu preciso sair e viajar e conhecer pessoas’. O presidente não gosta de protocolo rígido, gosta de sair do script, e (para o desespero de seus seguranças) adora ir ao encontro da multidão. No entanto, para seu crédito, ele tem resistido bravamente à pressão de seus seguidores para emendar a Constituição e buscar um terceiro mandato. E alerta para a condição falsa de celebridade. “Popularidade é como a pressão arterial”, diz ele. “Às vezes é alta e às vezes é baixa. O que você precisa é mantê-la sob controle.”

Essa é uma habilidade que ele adquiriu da maneira mais difícil. Começando em 1989, ele concorreu à presidência por três vezes, subindo nas pesquisas cedo só para bater de cara no muro no dia da votação. Até o final dos anos 90, ele estava à beira de abandonar a política. Em vez disso, Lula fez algo mais ousado: refez-se a si mesmo. Parou seu bradar arengas, vestiu um terno, e contratou um treinador de fala e um assistente de marketing. Mais importante, ele temperou a sua política de esquerda. O ponto de virada foi em junho de 2002. Ele estava à frente nas pesquisas, mas a economia do Brasil foi abalada em grande parte, ao que parece, porque os investidores estavam assustados com a perspectiva de Lula se tornar de fato presidente. Ele respondeu com uma “Carta ao Povo Brasileiro”, comprometendo-se a honrar os contratos, pagar as dívidas do país, cumprir as exigências do Fundo Monetário Internacional e, geralmente, jogar pelas regras do mercado. Foi o jogo da sua carreira, o equivalente político à aderência em um furacão. A linha dura de seu Partido dos Trabalhadores (PT) acusou-o de traição, de ceder aos banqueiros e de se tornar capacho dos capitalistas. Os executivos de negócios também foram cautelosos: seria esse “novo” Lula confiável? Mas os investidores se puseram em suas mãos.

Ganhou por um deslizamento de terra, mas o trabalho duro tinha apenas começado. A turbulência financeira pré-eleitoral comprometeu o crescimento econômico e forçou uma forte desvalorização da moeda do Brasil. “Não foi fácil”, lembra Lula. “Não tínhamos crédito externo. Nossas reservas eram extremamente baixas. A inflação mostrava fortes sinais de ressurgimento. A economia estava engarrafada.” Mas um desafio ainda maior foi pôr abaixo a imagem de esquerda radical que ele e o PT tinham adquirido ao longo dos anos. “Nós assumimos o cargo em meio a uma enorme crise de desconfiança”, diz Carvalho, seu chefe de gabinete e um amigo de longa data. “Nós éramos uma minoria no Congresso. A imprensa foi cética.” Afinal de contas, admite Carvalho, “até então, tudo o que eu defendia era não pagar a dívida externa, o aumento dos salários. Teria sido um desastre.”

Para convencer os credores do Brasil que era sua virada era séria, Lula aumentou o “superávit primário”, o dinheiro que o governo deixa de lado a cada ano para pagar dívidas e juros, e aumentou as taxas de empréstimo a escaldantes de 26% ao ano [Nota do tradutor: refere-se à Selic, juros básicos da economia brasileira pelos quais o governo remunera quem compra os títulos públicos], freando a aceleração do crescimento, a fim de matar a inflação. Ele também manteve os salários e aposentadorias sob controle. “Os sindicatos e muitas pessoas no partido odiava”, diz Ricardo Kotscho, amigo e ex-assessor de imprensa.

Mas os homens do dinheiro do mundo todo ainda não estavam convencidos. “Sabíamos que ele tinha sido um líder sindical e presidente de um partido político. O que eu realmente me perguntei foi se ele tinha as armas para ser presidente”, diz o ex-presidente do Banco Mundial James Wolfensohn. Assim Wolfensohn, enviou uma mensagem, oferecendo-se para encaminhar uma equipe de especialistas para discutir com o governo Lula sobre os principais problemas enfrentados na economia internacional e América Latina. Ele não sabia como o novo presidente iria responder. “Muitos líderes preferem lançar o selo presidencial sobre você”, disse Wolfensohn. “Mas Lula topou na hora. Ele era como um pedaço de papel em branco. Ele percebeu que tinha um grande trabalho a fazer e que a execução de uma eleição é diferente da execução de um país. Para mim, isso caracteriza o homem.”

Da Silva tem operado dessa maneira desde então, colocar o pragmatismo à frente da ideologia. “Ninguém nos seus sonhos teria pensado que Lula iria se comportar do jeito que ele se comportou”, disse-me o guru de investimentos em mercado emergentes Mark Mobius, da Templeton Asset Management, um ano atrás. Agora Templeton tem US$ 5 bilhões no Brasil, mais do que na China. Por certo, Lula tinha muito o que trabalhar. Com uma rede de centrais hidroelétricas e metade da sua frota de carros movidos a queima limpa de etanol de cana, o país tem sido o ponto de referência em energias renováveis. Agrônomos eficientes transformaram o duro sertão tropical em um celeiro, exportando mais carne, soja e frangos congelados do que qualquer outra nação. Mas Lula também agregou valor, subindo no palanque com marcas brasileiras no exterior. “Tivemos de deixar claro que o Brasil não é um país pequeno”, diz ele. “O Brasil tem a Amazônia [floresta], mas faz também aviões e telefones celulares.” E assim como nos comícios certa vez galvanizou os capacetes em São Paulo, sua diplomacia agressiva tem encorajado nações mais pobres na demanda de comércio livre e de um novo consenso na economia internacional.

Seu gênio real, entretanto, tem sido a sua capacidade de vender as reformas intragáveis para uma população majoritariamente pobre que olhou para ele como uma espécie de salvador. “A popularidade de Lula o ajudou a tomar decisões arriscadas que muitas vezes levava a sacrifícios necessários”, diz José Dirceu, um ex-dirigente do Partido dos Trabalhadores que caiu num escândalo de corrupção. Mais importante, ao contrário dos supremos e demagogos populistas que abundam na América Latina, ele fez tudo isso jogando pelas regras. “O respeito de Lula para a democracia e para as eleições é uma grande vantagem”, diz o ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy. “Muitas vezes ele tem sido capaz de traduzir os valores fundamentais da democracia de modo a torná-las mais concretas para as pessoas”. O presidente ainda considera que seu trabalho está incompleto e que não resta muito tempo para realizá-lo. “Este é um país que tem sofrido de baixa auto-estima”, diz ele. “O Brasil precisa recuperar seu orgulho. E eu acho que as coisas estão acontecendo. Espero que quem vier depois de mim possa trabalhar para transformar o Brasil em uma grande economia.”

A crise econômica mundial colocou as habilidades de persuasão de Lula à prova. “Foi assustador”, lembra Silva. “Não tínhamos crédito, sem dinheiro, em setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março.” Mas em vez de balançar para a esquerda, seus instintos o levaram para o centro, fortalecendo-o contra pressões populistas. Ele deu ao Banco Central carta branca para controlar a inflação, mesmo ao preço de reduzir o crescimento. “Nós sabíamos que não haveria milagres”, diz ele.

Ainda assim, a crise inflamou o velho rancor de Lula sobre o “capitalismo selvagem” e a loucura do mercado livre. Ele culpou a confusão do mercado subprime aos banqueiros “pele branca, olhos azuis” e ridicularizou os campeões da desregulamentação e do estado “mínimo”. “Nos anos 80 e 90, era moda ridicularizar o Estado”, diz ele. “Mas, em um piscar de olho, o mercado desregulamentado quase faliu o mundo. E de quem eles foram buscar ajuda? Do Estado.” Isto não é tão forte quanto parece. Enquanto Lula denuncia veementemente seu antecessor de privatizar estatais, ele não fez nada para reverter o processo depois de tomar posse. “Eu acho que a privatização foi um erro, mas eu tinha que trabalhar para fazer”, diz ele. “Eu não podia dar ao luxo de gastar o meu mandato brigando com o antigo governo.” Consenso, não dogma, é o combustível de Lula.

É evidente que esta ‘realpolitik’ com que Lula trabalha é voltada para consolidar a preeminência do Brasil. “Como a economia dominante na região, o Brasil tem a compreensão de seus vizinhos”, diz ele. “É como as relações de pai para filho.” Ele ainda defende o governo do presidente venezuelano Hugo Chávez. “Dê-me um exemplo de como a Venezuela não é uma democracia!”, ele exige. Mas a maior ambição de Lula é fazer valer o lugar do Brasil no cenário mundial. Ele não faz segredo do seu próprio orgulho nacional. Já em 2003, as nações do G7, finalmente, abriram seu encontro anual para alguns dos países menos ricos, e Lula estava entre os convidados. Ele passou antes do encontro na França e ficou maravilhado com o quão improvável era que ele, filho de um camponês, agora abordar algumas das pessoas mais poderosas do planeta. Então ele virou a mesa: por que não realizar a próxima reunião do G7 no Brasil, ele desafiou. “Afinal, em 20 anos talvez apenas três de vocês vai continuar a existir.” Nem todo mundo se divertiu. Mas todos entenderam.

Por: Helena™

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Após um ano da Lei Seca, diminuem as mortes por acidentes de trânsito

Um ano depois da chamada Lei Seca entrar em vigor no país, ampliando as sanções para os motoristas flagrados dirigindo alcoolizados, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, considera positivos os resultados trazidos pelo endurecimento da legislação, principalmente em relação à mudança verificada na postura dos cidadãos. Ele acredita, no entanto, que ainda existem muitos desafios, como a ampliação da fiscalização por parte das autoridades policiais para todos os municípios brasileiros.

De acordo com dados divulgados hoje (17) pelo ministério, houve queda de 22,5% no número de mortes em consequência de acidentes de trânsito. Ainda segundo o ministério, os atendimentos às vítimas desses desastres, em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), caíram 23%, quando comparado o segundo semestre de 2007 com igual período de 2008.

"Temos que comemorar porque são números estimulantes, embora ainda tenhamos pela frente um grande desafio, que é ter em todo o Brasil, em cidades de porte médio e menor, a radicalização dessa fiscalização”, disse Temporão.

“Ficamos indignados com os números de óbitos por dengue, mas, quando comparamos com os de trânsito, percebemos que existe uma guerra a cada dia. São mais de 17 mil mortes por ano que têm como causa a relação entre álcool e direção”, destacou ele, ao participar hoje (17) de um seminário sobre desenvolvimento na primeira infância, no Rio de Janeiro.

Nos primeiros meses após a entrada em vigor da lei, assinalou o ministro, a redução no número de acidentes foi mais “drástica, tendo arrefecido um pouco depois”. Ele defendeu, no entanto, que o país precisa persistir para que toda a população desenvolva a consciência de sua responsabilidade em não misturar álcool e direção.

“O país está no caminho certo. Precisamos persistir para transformar a lei numa questão incorporada no cotidiano de todos os homens e mulheres. Hoje, a presença da polícia multando, detendo e apreendendo a carteira de motorista é fundamental para termos lá na frente o cidadão incorporando isso como uma responsabilidade dele”, acrescentou.

C/A

sábado, 5 de setembro de 2009

Países do Bric pedem que governos mantenham gastos para estimular economia mundial

Os países do G20, grupo formado pelas 20 maiores economias do mundo, não devem parar de ampliar os gastos e reduzir os impostos e os juros para restaurar o crescimento econômico mundial, concluíram os ministros de finanças e os presidentes dos bancos centrais do Brasil, da Rússia, Índia e China (Bric). Reunidos em Londres, eles defenderam a manutenção das políticas anticíclicas (medidas de estímulo econômico) pelas principais economias do planeta.

Em comunicado conjunto, os países do Bric afirmaram que, apesar dos sinais positivos detectados nos últimos meses, ainda é cedo para decretar o fim da crise. “A economia global ainda atravessa grande incerteza e riscos significativos permanecem para a estabilidade econômica e financeira”, destacou o texto, que teve a assinatura do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Na avaliação do Bric, a recuperação econômica está relacionada às medidas “sem precedentes” tomadas pelas principais economias em todo o mundo com o objetivo de restaurar a estabilidade e o crescimento. “Os países do G20 devem continuar a implementar políticas anticíclicas fiscais e monetárias de maneira sustentável e internacionalmente coordenada”, afirmou o comunicado.

O documento também condenou o protecionismo, tanto no sentido comercial como financeiro. Os países do Bric defenderam a retomada das negociações da Rodada Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC), interrompidas no ano passado. “Os governos deveriam trabalhar em direção à conclusão breve e bem-sucedida da Rodada Doha de maneira a assegurar um resultado ambicioso, abrangente e equilibrado”, ressaltou.

Apesar de apoiarem a regulamentação dos mercados financeiros, as quatro maiores economias emergentes do mundo sugeriram prudência para que as reformas não resultem em barreiras para a movimentação de recursos entre os países. “As reformas regulatórias em curso no setor financeiro não devem impedir o fluxo internacional de capitais e os investimentos”.

No encontro, os ministros e os presidentes de bancos centrais também defenderam a ampliação da presença dos países emergentes no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial. Eles reivindicaram que as nações desenvolvidas transfiram 7% das cotas no FMI e 6% da participação no Banco Mundial para as nações emergentes e em desenvolvimento.

Os países do Bric também pediram a reformulação nos critérios para a eleição do diretor-gerente do FMI e do presidente do Banco Mundial. No comunicado, eles sugeriram que a escolha seja feita de forma aberta e com base no mérito dos dirigentes. Atualmente, esses cargos são ocupados por meio de um rodízio entre os Estados Unidos e a Europa.

Amanhã (5), Mantega e Meirelles participam da reunião do G20 que preparará o encontro de chefes de Estado que ocorrerá em Nova York no fim do mês.

Por Wellton Máximo

domingo, 30 de agosto de 2009

Semana do Peixe começa na terça-feira com o objetivo de atrair novos consumidores

O vendedor Antônio Marcos Ribeiro mostra pescados em peixaria na Feira do Guará.

A Semana do Peixe, promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), começa na próxima terça-feira (1º), com o objetivo de aumentar e tornar regular o consumo de pescado no país, além de enfatizar a importância do peixe para a saúde.

Pelo sexto ano consecutivo e com 15 dias nesta edição, a Semana do Peixe visa a atrair consumidores com promoções em diversos supermercados do país, seminários, festivais gastronômicos e ainda com distribuição de folhetos explicativos com orientações e dicas de como escolher um bom pescado.

Segundo o MPA, no ano passado, a Semana do Peixe, mobilizou mais de 70 redes de supermercados do país, envolvendo cerca de 1,5 mil lojas participantes. No período do evento, a venda de pescados nesses estabelecimentos cresceu em média 60% com relação ao mês anterior. “A ideia é fomentar nesse período o consumo do pescado. A campanha chama a atenção do brasileiro para o consumo regular ao longo do ano”, destaca o secretário executivo do ministério, Dirceu Lopes.

Em média, o brasileiro consome 7 quilos de pescado anualmente, segundo dados do MPA. O total recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, é quase o dobro, 12 quilos por pessoa a cada ano. Segundo o ministério, por meio de ações que promovam a importância do produto, o órgão pretende elevar o consumo anual para 9 quilos por pessoa até 2011. Outra meta é aumentar em 40% a produção de pescado nos próximos quatro anos.

Apesar de o país contar com uma costa marítima de cerca de 8,5 mil quilômetros de extensão, além de uma grande quantidade de reservatórios para o cultivo de peixes em cativeiro, a explicação para o baixo índice de consumo do produto pelos brasileiros é cultural, segundo o secretário. “As pessoas se acostumaram com outros tipos de carne pela praticidade, principalmente frango e carne bovina. O peixe sempre foi difundido como prato de final de semana e não do dia a dia.”

O aposentado Mosar Lima é uma exceção. Ele conta que faz questão de consumir peixe em casa no mínimo duas vezes por semana e que é um "freguês assíduo" das feiras. “Há mais de dez anos tenho essa preocupação de comer peixe”, diz o aposentado, que dá dicas para a hora da compra. “Antes de tudo, é preciso conhecer o fornecedor e confiar nele, depois reparar no estado do peixe, que deve ter os olhos ainda com brilho". Seguindo as orientações, ele garante uma boa peixada. “O segredo é saber escolher bem."

C/A

domingo, 23 de agosto de 2009

COMPETÊNCIA - BRASIL DÁ AULA DE ECONOMIA AO G-20

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o Brasil vai encerrar 2009 com o menor déficit nominal entre os países do G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo.

A previsão do ministro é de que o resultado nominal, que engloba receitas menos despesas, incluindo os gastos com juros, fique entre 2,1% e 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a previsão inicial do governo, feita antes da crise mundial, era de que o déficit fosse zerado em 2009 ou 2010. Mas, agora, ele acredita que isso só possa ocorrer daqui a três ou quatro anos.

Mantega afirmou que, apesar desse adiamento, o impacto nas contas públicas do programa de medidas anticíclicas lançado pelo governo será pequeno, na comparação com outros países do G-20. Ele citou a China, que pode terminar o ano com déficit nominal de 4,5% do PIB, e a Índia, com estimativas entre 7% e 8%.

Já os Estados Unidos, centro da crise financeira internacional e integrante do G-8 (as sete maiores economias do mundo mais a Rússia), gastou mais de US$ 700 bilhões em medidas de estímulo à economia e pode encerrar o ano com déficit nominal de 13,7% do PIB, segundo números apresentados pelo ministro na cerimônia de lançamento da 9.ª edição do anuário Valor 1000, organizado pelo jornal Valor Econômico.

Os gastos do Brasil com medidas anticrise, afirmou Mantega, não chegaram a 1% do PIB. Um nível de recursos, segundo ele, mais modesto, mas não menos eficiente.

C/A

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Governo investirá R$ 15 milhões em projetos de pesquisa na Antártica


O ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Machado Rezende, durante o lançamento de edital para inscrição de projetos de pesquisa no âmbito do Programa Antártico Brasileiro (Proantar)
Brasília - O Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que realiza pesquisas científicas sobre fenômenos antárticos que provocam impactos climáticos no país e no mundo, receberá investimentos do governo federal de R$ 15 milhões.

Esse é o maior aporte financeiro recebido pelo programa para o fomento das atividades brasileiras na região.

Os recursos são destinados aos futuros projetos de pesquisa no âmbito do Proantar, que poderão ser apresentados até o mês de outubro ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O edital para a inscrição de projetos foi publicado ontem (17) no Diário Oficial da União e lançado hoje (18) em solenidade realizada no ministério.

Do total, R$ 12 milhões serão repassados para cooperações entre países latino-americanos e R$ 3 milhões para o monitoramento ambiental na Antártica. Cada projeto poderá ter custo máximo de R$ 1 milhão.

“Vamos apresentar pesquisas ligadas a questões geográficas e antropológicas, por exemplo”, afirmou a coordenadora-geral para o Mar e a Antártica do MCT, Maria Cordélia Machado.

O Proantar surgiu em 1982, mesmo ano em que ocorreu a primeira expedição brasileira na Antártica. “O Proantar se inspira nas sugestões em ambientes internacionais e isso é incorporado ao programa. Os cientistas estão interessados em entender como as mudanças globais estão interferindo na Antártica, como a Antártica está reagindo a essas mudanças e quais serão as consequências dessas alterações”, explicou o geólogo do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) e membro do programa Antonio Carlos Rocha Campos.

Segundo o MCT, após o período de apresentação dos projetos de pesquisa, o ministério irá promover uma campanha, nos meses de novembro e dezembro, sobre as expedições brasileiras na Antártica.

Por Roosewelt Pinheiro

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BRIC: Pesquisa põe Brasil na liderança de otimismo na indústria

Mais de duas em cada três empresas da indústria no Brasil estão otimistas com as perspectivas para os negócios nos próximo 12 meses, segundo um levantamento divulgado nesta segunda-feira pela consultoria KPMG.

O nível de otimismo no Brasil foi o maior expressado por empresários nos quatro países emergentes do chamado grupo BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – e superou os percentuais observados em outra pesquisa da consultoria com empresas europeias.

Segundo a KPMG, 67,8% das empresas no Brasil expressaram otimismo em relação aos próximos 12 meses, contra 28,3% que esperam um panorama igual ao atual e 2,9% que esperam um panorama pior.

"Com os níveis de atividade indicando um aumento, as indústrias brasileiras estão planejando elevar seus níveis de empregados", disseram os autores do levantamento.

"As previsões para gastos de capital e pesquisa e desenvolvimento também estão mais altos que na pesquisa feita no início do ano, porque o crescimento sólido nos lucros suporta níveis mais altos de investimento."

A pesquisa ouviu 1,8 mil empresas nos quatro países dos BRIC. Na Rússia, a expectativa de melhora nos próximos 12 meses ficou em 55,7% contra 6% de piora.

Na China os números foram semelhantes: 55,3% e 8,7%, respectivamente.

Já na Índia os empresários se mostraram mais cautelosos que no resto dos emergentes. Do total, 38,5% têm boas expectativas para os próximos 12 meses, contra 16% que esperam uma piora.

O diretor do braço da KPMG para mercados em crescimento acelerado, Ian Gomes, disse que o crescimento "robusto" dos BRIC se baseará na demanda doméstica, o sucesso de medidas de estímulo adotadas pelos governos e sinais de estabilização da economia mundial.

"O crescimento mais rápido deve ser acompanhado por um repique nas pressões inflacionárias, à medida que a demanda por matérias-primas se acentua e as indústrias recuperam alguma capacidade de ditar preços", afirmou.

Para ele, tais pressões devem ser "moderadas" em relação aos níveis elevados de 2008.

C/A

domingo, 2 de agosto de 2009

Chega de Hipocrisia - Por favor, me poupem...

Sempre que eu argumento que a corrupção do PT, o chamado “mensalão” foi um caixa-2 para campanhas eleitorais, que aliás, diversos políticos já confessaram ter feito, como Arthur Virgílio (PSDB-AM), Roberto Brant (DEM-MG), Roberto Jefferson (PTB-RJ), etc. O último, o que denunciou o caixa-2 do PT, chamando de “mensalão”, já desafiou o plenário lotado, para que erguesse a mão aquele o parlamentar que nunca tivesse feito caixa-2 em campanha. Ninguém, absolutamente nenhum dos presentes a ergueu! A única diferença entre eles, é que quando é com o PT, a imprensa noticia com lente de aumento. Tudo fica mais grave e pior.

Aí vem a contestação: “Mas logo o PT, que empunhava a bandeira da ética?” Só que ninguém questiona a razão que levou o partido a ser identificado pela “bandeira da ética”. Obviamente, não foi apenas pelo discurso, porque nunca se viu um partido ou político afirmar que quer ser eleito para roubar, portanto, a razão que levou o PT a ser considerado um partido ético foi exatamente a sua postura e propostas de uma maior transparência na política.

Por exemplo: no dia 13 de março de 2003, no começo do governo Lula, foi derrotada a emenda constitucional do senador Tião Viana (PT), para acabar com o voto secreto, para que a população pudesse saber como votaram os seus representantes. Entre aqueles que votaram contra, estavam: Arthur Virgílio, Tasso Jereissati e Eduardo Azeredo (PSDB), Cesar Borges, Heráclito Fortes, Agripino Maia, e Marco Maciel (PFL/DEM), etc.

Justiça se faça, o PT sempre foi um partido favorável ao financiamento público de campanha, e as “vestais” do PSDB e DEM contra, bem como a grande imprensa, que alega que “certos” políticos querem que a população “ainda” financie suas campanhas eleitorais, como se o dinheiro do caixa-2 nascesse em árvore. É querer abusar MUITO da nossa inteligência! Claro que a imprensa não quer baratear o custo das campanhas, porque é um tempo em que ela fatura ALTO! E o pior, consegue com os argumentos que atendem exclusivamente aos seus próprios interesses, convencer muita gente bem-intencionada, principalmente as do tipo que “detestam política”.

Aí acontecem os chavões: “então você acha que um erro justifica outro?”, ou “você acha que os meios justificam os fins?”, como se dissessem: “então você é a favor da corrupção?”.

Não, eu não sou definitivamente a favor da corrupção, mas acho que “certos” meios podem justificar certos “fins” SIM. Um bom exemplo disso foi o que fez o Betinho, que recebeu dinheiro de um bicheiro para aliviar a dor de seres humanos que haviam contraído a AIDS. Na época, foi vilmente atacado pela mesma imprensa hipócrita que o santificou após a morte (como se ela fosse algum exemplo de ética). Que falta o Betinho nos faz, e como deve ter sofrido naqueles dias...

O PT chegou à presidência e melhorou o país em todos os aspectos, inclusive no combate à corrupção. Diferentemente do governo anterior, o Procurador Geral da República é escolhido por eleição direta entre os Procuradores, tem total independência, e já denunciou inclusive petistas. Se em toda família tem sempre uma "ovelha-negra", nos condomínios, nos círculos sociais, nas escolas, nas igrejas etc, como pretender que um partido político seja diferente?

No governo FHC, o cargo foi ocupado por Geraldo Brindeiro, por escolha dele e reconduzido até o fim de seu mandato, cujo apelido era “engavetador geral da república”, porque não levou adiante nenhuma denúncia contra o governo e seus muitos aliados.

A CGU - Controladoria Geral da União foi um órgão criado por FHC para evitar que fosse criada uma CPI para apurar uma superabundância de denúncias de corrupção contra o seu governo. Colocou lá a Dona Anadia, que não apurou nada, só aumentou nossas despesas.

No atual governo, a CGU tem atuado com independência, e é responsável pela demissão de diversos prefeitos, cujos números assustam. Só para dar uma idéia, nos últimos 6 anos 2.179 servidores que foram flagrados em atos de corrupção, ou seja, 363 por ano, ou quase 1 por dia!

A Polícia Federal deste governo mudou radicalmente a visão que os brasileiros tinham dela. Foi aparelhada e treinada, e anda aí desmascarando um monte de criminoso de colarinho branco. Aliás, as denúncias que a imprensa exibe são apurações feitas exatamente pela PF, pela CGU ou pela PGR.

Como o Brasil é um país com mais de 500 anos de corrupção e essas instituições estão funcionando republicanamente, muita coisa está sendo denunciada, e a imprensa diz que “esse é o governo mais corrupto da história do Brasil”. Convenhamos! O que querem é que a PF se encarregue apenas dos ladrões de galinha, tanto que quando desbaratou o tráfico criminoso da Daslu, inaugurada pelo Alckmin (PSDB-SP) e onde sua filha trabalha, o ACM (DEM-BA) chorou... Que patético!

Quando eu digo que não é verdade o que a imprensa pretende nos impor, e afirmo que a corrupção no governo FHC foi infinitamente maior, pela falta de argumento mais convincente, vem a ladainha: “Ladrão de tostão, ladrão de milhão”. Estou certa de que, quem inventou essa máxima foi um ladrão de milhão, porque é uma terrível hipocrisia!

Mas gostaria de ir um pouco além, e ousar dizer que considero hoje, diante das regras eleitorais vigentes, o roubo para fazer caixa-2 infinitamente menos grave do que o roubo para botar dinheiro no bolso. Estes casos deveriam ter prioridade de julgamento, por juízes incorruptíveis, respondendo inclusive pelos danos que seus roubos causaram. Meu sonho utópico de pena não seria a prisão, mas a o confisco de todos os bens, e serem obrigados a viver com 1 salário-mínimo até o último de seus dias. E se alguém tentasse dar uma ajudinha, estaria condenado à mesma pena (rs).

FHC foi o presidente contemporâneo campeão mundial no aumento da carga tributária, de 27,9% para 35,86% do PIB, privatizou 76% do patrimônio público, aumentou em 12 vezes a dívida interna e mais que dobrou a externa. Por 3 vezes obteve empréstimos junto ao FMI e Banco Mundial, congelou os salários dos funcionários públicos, pensionistas e militares e a tabela de imposto de renda, fazendo com que os trabalhadores tivessem que pagar mais imposto de renda a cada atualização do salário (ou seja, a correção pela inflação e não a progressão salarial), o salário-mínimo foi corrigido com valores abaixo da inflação. Com tudo isso, FHC não investiu em infra-estrutura: os portos, aeroportos e estradas que não privatizou, foram sucateados e não investiu nem em energia elétrica, que resultou no apagão.

Segundo a Carta Capital de 22/7/09, no último dia 16, o TCU - Tribunal de Contas da União aprovou, por unanimidade, o relatório que valoriza o prejuízo do país por causa do apagão: R$ 45 bilhões (quarenta e cinco bilhões de reais), que daria para construir 6 hidrelétricas de grande porte.

Já o governo Lula, sem privatizar absolutamente nada, mesmo perdendo a CPMF no 2º mandato, pagou a dívida externa e hoje somos credores internacionais, o que recupera a nossa soberania, porque o FMI dava o pão, e principalmente a “instrução”.

Lula aumentou os servidores públicos, pensionistas e militares, corrigiu a tabela do imposto de renda e concedeu aumentos reais ao salário mínimo, sem contar os milhões de miseráveis que ele tirou da condição extrema pobreza, programa muito combatido pela FIESP e pela imprensa, mas elogiado mundialmente.

Nunca se divulgou que o Delúbio tenha ficado milionário com o chamado “mensalão”. Denunciou-se compra de fazendas milionárias por um filho do Lula em 1ª página, e foram obrigados a desmentir em notinhas pequenas perdidas nas páginas internas dos jornais.

Porém, infelizmente, não foram poucos os que enriqueceram no governo FHC, e nem dá para citar todos, até porque muitos casos não foram nem divulgados, mas exemplos como: os jovens Marcello e Daniel Mendonça de Barros, filhos do economista tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros, cuja corretora, a Link, tornou-se, em apenas 4 meses, a 3ª maior do país, favorecida por informação privilegiada na privatização da Telebrás; o Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, que enriqueceu com a privataria; o Ricardo Sérgio de Oliveira, autor da famosa frase: “Estamos no limite da nossa irresponsabilidade”, o Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge, que liberava as verbas para enriquecer ilicitamente, “ao menos(?)” o juiz Lalau, a carta encontrada na casa do sócio, o economista Sérgio Bragança, que revela ter US$ 1,67 milhão depositados em uma conta bancária no exterior que pertenceria ao Chico Lopes, presidente do Banco Central de FHC, o economista André Lara Resende, denunciado pelo jornalista Luis Nassif em seu livro, Cabeças-de-planilha, etc e muito!!!

Sem argumentos para as comparações, os demo-tucanos diziam que o Lula tinha sorte porque o FHC tinha tido que enfrentar crises externas, mas no governo FHC, crises em países pequenos como México ou Argentina, faliram o Brasil. O Lula está enfrentando a pior crise econômica mundial depois da Grande Depressão de 1929, notadamente nas maiores economias do mundo - EUA e Europa, e nós não falimos, pelo contrário, emprestamos dinheiro para o FMI.

Colaboração enviada pela minha preciosa amiga Sônia Montenegro

Do República Vermelha blogspot

domingo, 26 de julho de 2009

Dilma: regras para o pré-sal não afastarão investidores

A ministra Dilma Rousseff, considera que o Brasil não está afastando os investidores internacionais com o futuro marco regulatório do pré-sal. "Estamos definindo as regras do jogo", afirmou hoje durante entrevista à imprensa, em Washington. A ponderação da ministra está ligada à possibilidade de a Petrobras ser a operadora de todos os blocos do pré-sal. Na avaliação de Dilma, não há a menor probabilidade de que, "com este tamanho de reservas, com a estabilidade brasileira e com a característica democrática, o Brasil não seja extremamente atrativo".

As companhias petrolíferas internacionais, continuou a ministra, estão interessadas na camada pré-sal por seu imenso volume de reservas, com baixo risco e elevada rentabilidade. As grandes reservas no mundo estão nas mãos das estatais de petróleo. Quase 80% delas estão nestas condições, em países que "têm problemas de geopolítica e o acesso a essas reservas tem certas regras do jogo. Quando temos muitas reservas temos de discutir quem se apropria da renda petrolífera".

A ministra reiterou que a União tem clareza da imensa oportunidade que é no mundo ocidental ter acesso a reservas em um país estável, sem guerra, sem problemas étnicos. "O investidor sabe que quando o risco é baixo e a rentabilidade elevada, os contratos mudam, não são mais contratos de concessão, tornam-se híbridos". O Brasil, disse Dilma, vai dar oportunidade tanto para companhias nacionais e estrangeiras privadas e inclusive para estatais, "pois há grandes estatais interessadas". Mas as reservas brasileiras, voltou a afirmar, vão se transformar em riqueza para o povo brasileiro.

Prazo

Dilma Rousseff afirmou que o Presidente Lula estabeleceu o mês de agosto como prazo para a entrega da primeira versão do marco regulatório para o pré-sal. "Eu sei que o presidente e o ministro Lobão, inclusive, têm sido pressionados para dizer a data precisa, mas é um modelo regulatório e tem consequências para o futuro", afirmou a ministra.

"Os envolvidos na questão estão fazendo todo esforço para entregar o documento no prazo mais rápido possível", disse a ministra. O objetivo, continuou ela, é ser "bem prudente e olhar bastante a consistência do modelo". Mas, conforme ressaltou, o presidente estabeleceu que o prazo não pode passar do mês de agosto.

A ministra falou com a imprensa na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em evento promovido pelo Conselho de Negócios Brasil-EUA. Antes da entrevista, o presidente dos EUA, Barack Obama, recebeu, na Casa Branca, a ministra Dilma, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o secretário americano de Comércio, Gary Locke, o assistente adjunto da presidência dos EUA e conselheiro adjunto de segurança nacional para Assuntos de Economia Internacional, Michael Froman, e os coordenadores do comitê de executivos Josué Gomes da Silva (Coteminas) e Tim Solso (Cummins), no Âmbito do 4º Fórum de CEOs Brasil-EUA.

Por: Helena

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Agradecimento - Lula evitou a tragédia da dilapidação do patrimônio público

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que o Brasil tem condições de enfrentar a crise mundial em função de ter impedido que fossem privatizadas todas as estatais. “Conseguimos, no Brasil, sustentar como oposição, e com ajuda da reação da sociedade, esse processo de liquidação do patrimônio público. Agora se descobriu, no auge da crise, que é preciso a presença do Estado e estão todos tentando estatizar bancos falidos. Ou seja, transferir recursos públicos para a iniciativa privada”, disse o parlamentar.

A avaliação foi feita a propósito de uma matéria da revista inglesa The Economist, publicada na semana passada, que reconhece que a privatização de empresas de energia e de telecomunicações durante o período neoliberal tucano FHC teve consequências funestas.

“Hoje nos deparamos com as maiores tarifas de energia elétrica do mundo e temos problemas com altas tarifas da comunicação por celular. Foram justamente as duas áreas privatizadas pelo governo anterior. O governo Lula conseguiu evitar a tragédia maior que teria sido a dilapidação da estrutura pública do Brasil”, destacou o deputado petista.

Segundo a The Economist, a manutenção de empresas estatais, em especial os bancos públicos que FH tentou sem sucesso privatizar, confere uma “situação favorável incomum ao Brasil”.

C/A

sábado, 11 de julho de 2009

Sérgio Gabrielli: Petrobrás é que mais conhece o pré-sal

O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, defendeu a mudança da legislação para a exploração do pré-sal e o controle do Estado sobre esta camada recém-descoberta. “O pré-sal é bilhete premiado. Tem de ser mais caro. Eu defendo que o Estado tenha um controle mais profundo dessas áreas, escolhendo o operador. Espero que seja a Petrobrás, porque é quem conhece mais”, afirmou em entrevista para a revista Época, rejeitando o sistema de leilões que beneficia as multinacionais do setor.

“O modelo atual vem de um tempo em que o país não tinha acesso ao mercado internacional, a economia estava em crise e o preço do petróleo era baixo”, disse, descartando o atual modelo de concessão no pré-sal porque “hoje o Brasil tem economia equilibrada. A Petrobrás está consolidada. No pré-sal, perfuramos 16 poços e, nos 16, há petróleo: 100% de acerto”.

Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, Gabrielli rebateu as acusações perpetradas contra a estatal por parte da mídia, classificando a campanha como “fatos artificiais”, “distorções” e “interpretações equivocadas”. Ele citou órgãos como: O Globo, o Estadão, a Folha de S. Paulo e “uma revista”.

Perguntado sobre os salários dos executivos da estatal, Gabrielli disse que “isso é um exemplo” porque “até o Estadão entrou nessa matéria muito ridícula”.

Na entrevista, o presidente da estatal desmente todas as acusações e denunciou que o assunto sobre a remuneração dos dirigentes da Petrobrás “envolve um claro indício de crime de quebra de sigilo fiscal, porque, aparentemente, o repórter que fez a matéria pelo Correio Braziliense obteve de forma fraudulenta informações fiscais protegidas por sigilo (o jornal publicou reportagem mostrando que houve reajuste de 90% nos salários da direção da empresa entre 2003 e 2007). Dessa maneira, portanto, de um lado ela é evidência de um crime; de outro lado, do ponto de vista de valor, os valores são bastante modestos, comparados com empresas do mesmo porte. Todos os dirigentes da Petrobrás receberam R$ 7,108 milhões no ano de 2007. O Itaú teve R$ 244 milhões; o Bradesco, R$ 170 milhões; o Unibanco, R$ 153 milhões, o Gerdau, R$ 59 milhões; Vale, R$ 43 milhões; Sadia, R$ 16 milhões; Perdigão, R$ 14 milhões; Aracruz, R$ 9 milhões, CSN, R$ 9,5 milhões. Portanto, a Petrobrás é a menor de todas. Se comparar com empresas internacionais, então, a Exxon teve US$ 13,7 milhões, a BP, US$ 4,2 milhões. Então é absolutamente pequeno o tamanho da Petrobrás.”

Sobre a relação deste reajuste, de 90%, com a inflação do mesmo período, de apenas 33,92%, o presidente da estatal explicou: “O valor dos dirigentes da Petrobrás é o teto da carreira. O presidente ganha 15% acima do salário do maior gerente e os diretores, 10% acima. Então, se você tem um salário que é baixo para diretores, achata toda a cadeia de salários da companhia. Isso torna mais vulneráveis os profissionais da companhia às atrações de mercado (...)”. “O reajuste dos salários dos diretores da Petrobrás acompanhou os acordos coletivos. O reajuste dos trabalhadores da Petrobrás não é relacionado à inflação. Houve aumento real, sim, nestes últimos anos. Os trabalhadores ganharam, inclusive, mais do que o reajuste dos diretores. Não há nada que motive um escândalo. O que estão fazendo é exclusivamente coscuvilhice, é tentativa de criar fofoca muitas vezes repetida para virar verdade.”

Gabrielli ainda afirmou que responderá a todas as questões colocadas pela CPI: “A Petrobrás está pronta para responder todos os temas do requerimento. Não temos problema nenhum”. E disse em relação aos ataques da imprensa que: “estamos preparados. Nós ainda não atacamos ninguém. Só temos nos defendido”.

C/A

sábado, 4 de julho de 2009

Lula chega a Paris e volta a defender o G20

Ao desembarcar em Paris, ainda na base aérea francesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um breve comentário sobre a reunião do G8, que será realizada em L'Aquila, na Itália, a partir de quarta-feira. O G8 é o grupo que reúne os oito países mais desenvolvidos do mundo.

Perguntado se ele iria participar da reunião mesmo depois de o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ter sentenciado que o “G8 morreu”, há duas semanas, Lula afirmou que vai continuar participando das reuniões, mas que está convencido que, hoje, “o melhor espaço para discussão do sistema financeiro mundial é o G20”. Criado por iniciativa do Brasil durante negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), o G20 reúne os 20 países industrializados do mundo, incluindo aqueles em desenvolvimento.

Lula chegou esta tarde a Paris, onde receberá, na terça-feira, o prêmio Felix Houphouët-Boigny, da Unesco – uma homenagem a personalidades que se destacam na defesa da paz. O ex-presidente português Mario Soares, que preside o juri do prêmio, justificou a escolha de Lula como um reconhecimento de sua “busca pelo diálogo, a promoção da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como sua grande contribuição pela erradicação da pobreza e proteção dos direitos das minorias”.

Ainda na terça-feira, o presidente se reúne com o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy. Na segunda-feira, ele participa de um jantar com o primeiro-ministro português José Sócrates. Durante o final de semana, o presidente Lula não tem compromissos oficiais.

Por Carolina Nogueira

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Presidente lança o Plano Agrícola 2009/10 que terá R$ 108 bilhões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2009/2010, que destinará R$ 107,5 bilhões ao setor, 37,8% a mais em relação à safra anterior que contou com R$ 78 bilhões.

Lula considerou que o PAP é o maior programa de financiamento da agricultura já feito no país. “Gastem o dinheiro para plantar porque, se precisar de mais R$ 20 bilhões, R$ 30 bilhões ou até R$ 50 bilhões nós vamos providenciar”, destacou, assegurando aos agricultores que não vai faltar recursos. O plano prevê R$ 92,5 bilhões para a agricultura comercial e R$ 15 bilhões para a agricultura familiar.

Acompanhado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelos ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Paulo Bernardo (Planejamento), o presidente foi recebido pelo governador do Paraná, Robert Requião, e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini.

“O exemplo de recuperação deve sair daqui, da terra, da nossa gente, da nossa capacidade de produzir”, ressaltou Requião. A ministra Dilma Rousseff lembrou que o governo federal aumentou pela sétima vez consecutiva o crédito do sistema oficial de financiamento. “Fizemos aquele que consideramos ser o melhor Plano Safra da história, com incentivo ao médio produtor, ao cooperativismo e à produção ambientalmente sustentável”, explicou.

C/A

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sucesso - Brasil tem diminuição de 50% no número de casos de dengue

O número de casos de dengue no Brasil teve diminuição de 50% em relação ao mesmo período do ano anterior (de janeiro a 22 de maio) de acordo com boletim do Ministério da Saúde divulgado hoje (19). Nos primeiros meses desse ano, 332.083 pessoas contraíram dengue.

Também ocorreu diminuição no número de casos de febre hemorrágica de dengue (-73% em relação a 2008) e nos casos com complicações (diminuição de 91%).

“Embora tenha havido redução, o Brasil ainda mantém condições vulneráveis para a manutenção do mosquito no ambiente” afirmou Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde.

O estado que registrou maior redução foi o Rio de Janeiro (96,88%). Essa queda foi importante, segundo Giovanini, porque se trata de uma “área vulnerável”, devido a existência de condições ambientais favoráveis ao mosquito e ao grande número de turistas. O estado com menor taxa de incidência é o Rio Grande do Sul (com 1,8 casos a cada 100 mil pessoas).

O Acre registra a maior taxa de incidência de dengue (2.441 para cada 100 mil habitantes) e teve maior aumento (839%) em relação ao ano anterior. A Bahia registrou uma elevação de 216% e tem o maior número de casos neste ano (89.249). Houve aumento em outros cinco estados: Roraima, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Segundo Giovanini, há um conjunto de fatores que pode ter causado o número maior de casos nesses sete estados. Entre as causas possíveis estão as condições climáticas e ambientais e o abastecimento irregular de água, que leva a população a armazená-la de formas inadequadas.

Blog C/A

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Aeronáutica considera reportagem de revista da Globo como terrorismo informativo

A Revista Época, da Editora Globo, fez uma "reporcagem" tentando ressuscitar o caos-aéreo, de forma leviana e irresponsável.

A "reporcagem" diz que "dois anos depois do caos aéreo, a tragédia do voo 447 lembra que a aviação brasileira é incapaz de monitorar as viagens sobre o Atlântico".

O Comando da Aeronáutica respondeu em nota:

1) A travessia de oceanos, no mundo, é feita por meio de um controle de tráfego aéreo específico, apoiado nas comunicações de rádio, porque não há como estruturar uma rede de cobertura radar ali. De forma irresponsável, a matéria deixa de contextualizar o assunto. As aeronaves voam em condições diferentes das que atravessam o continente;

2) As comunicações entre o controle de tráfego aéreo brasileiro e o voo 447 funcionaram corretamente, como previsto, prova disso o contato realizado às 22h33, via rádio, com o Centro de Controle de Área Atlântico (CINDACTA III), na posição INTOL (565 quilômetros de Natal RN), informando que ingressaria no espaço aéreo de DAKAR - Senegal (posição TASIL – 1.228 quilômetros de Natal RN) às 23h20 (horário de Brasília);

3) A aeronave foi acompanhada pelos radares brasileiros até o último equipamento disponível, na ilha de Fernando de Noronha, quando já voava além da costa brasileira, em mar aberto. Isso às 22h48;

4) Sobre a cobertura por satélite, informamos que o Brasil integra o seleto grupo de nações que está à frente do sistema que irá revolucionar o controle de tráfego aéreo no mundo, com a criação do espaço aéreo contínuo (CNS-ATM). Esse sistema, em inglês, reunirá os seguintes elementos: Comunicação (C), Navegação (N), Vigilância (S) e Gerenciamento de Tráfego Aéreo (ATM);

5) O sistema CNS-ATM ainda não foi implantado em nenhum lugar do mundo;

6) Cabe destacar ainda que, em recente auditoria da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o serviço prestado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (DECEA) foi avaliado como um dos cinco melhores do mundo;

7) A reportagem ignora o resultado da investigação técnica sobre o acidente com o voo 1907, divulgado no ano passado após mais de dois anos de trabalhos e que deixou claro que a cobertura radar no Brasil não foi fator contribuinte para aquela ocorrência. Tal omissão da reportagem compromete o entendimento dos leitores sobre a segurança no país;

8) É vital para o país tratar o assunto “aviação e segurança” sem emoção e desvinculado de interesses particulares. Não é prudente, portanto, que um eventual debate seja balizado pelo terrorismo informativo, com a simplificação de exemplos, com a manipulação de comparações, com o uso de dados fora de contexto e sob a influência de reivindicações pessoais.

Por: Zé Augusto

segunda-feira, 1 de junho de 2009

FIM DOS PROFETAS DO APOCALIPSE - A AMEAÇA DOS BLOG´S

No artigo "O Bolsa-Mídia de Lula", assinado por Fernando de Barros e Silva, a Folha de S. Paulo condena o governo Lula pela regionalização da propaganda federal. Não há dúvidas de que o artigo e a matéria publicada no fim de semana - com o título "Propaganda de Lula chega a 5.297 veículos" - integram o esforço do jornal para manter o poder da informação nas mãos das famílias e grupos econômicos que já dominam a mídia e estão, cada vez mais, ameaçados pela internet e pelos blogs.

Daí este ataque desrespeitoso e virulento aos blogs, como se apenas a mídia representada por eles tivesse legitimidade. Oras! Os blogs neste país funcionam - e todos vocês comentam isso constantemente neste espaço - como um instrumento democrático, cobrindo, inclusive, as lacunas éticas deixadas pela mídia brasileira.

É por isso que afirmo, em boa hora o governo Lula regionalizou a publicidade da mídia. Agora, só falta enviar para o Congresso, após a Conferência Nacional de Comunicação programada para dezembro próximo, um projeto de lei para regular e democratizar nossa imprensa.

E não me venham dizer, como já o fizeram antes, que isso é censura! O que o governo federal já propôs e vai propor novamente acontece em todos os países do mundo. O Brasil, onde ainda predomina o despotismo de meia dúzia de barões da mídia que impedem o direito de resposta e muito menos respeitam (alguém tem dúvidas?) os direitos constitucionais de imagem e respeito à honra é que continua na contramão.

Por ZD

terça-feira, 26 de maio de 2009

Juíza condena Folha por "leviandade" e "sensacionalismo" contra Zuanazzi

A Folha de S.Paulo e a jornalista Renata Lo Prete foram condenadas a pagar R$ 139.500,00 a Milton Zuanazzi, ex-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a título de indenização por danos morais. A ação se refere a uma série de notas difamatórias publicadas em 20 de julho de 2007 na coluna Painel, editada por Lo Prete.

O jornal afirmou que a Anac mantinha relações “promíscuas” com as empresas de aviação, sugerindo que, no interior da Agência, Zuanazzi seria a pessoa encarregada de defender os interesses da Gol. Segundo a Folha, essa suposta interferência teria feito a Anac liberar a pista do aeroporto de Congonhas onde, três dias antes da publicação da nota, havia ocorrido o acidente com o avião da TAM.

Na ação, Zuanazzi lembra que não foi a Anac quem liberou a pista, mas a Infraero. E ressaltou que a Folha, buscando eleger um culpado pela crise aérea, produziu contra ele acusações que jamais conseguiu provar.

Após a analisar as razões de Zuanazzi e a defesa do jornal, a juíza Maria Lúcia Boutros Buchain Zoch Rodrigues, da Vara Civil do Fórum de Porto Alegre (RS), concluiu que a Folha foi “irresponsável”, “leviana” e “sensacionalista”, dando ganho de causa ao ex-presidente da Anac.

C/A

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ELEIÇÕES 2010 - PETROLEIROS REPUDIAM CPI TUCANA

O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, e o coordenador da FUP, João Antônio de Moraes, divulgam nota conjunta, externando a preocupação das entidades sindicais com a instalação de uma CPI no Senado Federal para investigar a Petrobrás.

LEIA A NOTA:

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestam sua preocupação com a insistência da oposição em tentar paralisar a Petrobrás, empresa que responde por mais de 10% do PIB nacional e por quase 60% dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

De forma irresponsável, o PSDB – mesmo partido que durante oito anos tentou sucatear e privatizar a Petrobrás, propondo, inclusive, mudar o nome da empresa para Petrobrax – quer inviabilizar alguns dos maiores investimentos do país, através de uma CPI que tem o claro intuito de desestabilizar a principal ferramenta do Brasil de combate à crise.

Querem paralisar a Petrobrás, desconstruindo sua imagem de empresa sólida, para retardar o máximo possível a exploração do pré-sal.

Por trás da CPI proposta pelo PSDB, está também a intenção da oposição em dificultar ou impedir mudanças na legislação do setor petróleo, beneficiando as multinacionais com as atuais regras.

A Petrobrás é fundamental para o crescimento do país, movimentando a economia, gerando empregos e fazendo do Brasil uma potência mundial na produção de petróleo e gás e no desenvolvimento de tecnologias de ponta.

Os trabalhadores brasileiros não permitirão que essa empresa, que tanto orgulha a nação, seja prejudicada e utilizada politicamente pela oposição para inviabilizar os principais investimentos do país.

Artur Henrique
Presidente Nacional da CUT

João Antônio de Moraes
Coordenador da FUP

sábado, 16 de maio de 2009

Em visita histórica a Riad, Lula se encontra com rei saudita


Lula faz visita histórica à Arábia Saudita.

Ele é o 1º governante brasileiro a pisar no país. Acordos bilaterais serão assinados

O presidente Luis Inácio Lula da Silva se encontrou neste sábado com o rei saudita Abdullah, na primeira viagem de um governante brasileiro à Arábia Saudita.

Os dois líderes conversaram e jantaram juntos no palácio real de Riad, onde também devem assinar uma série de acordos bilaterais nas áreas política, econômica e cultural.

Lula chegou à capital saudita na manhã deste sábado, acompanhado por uma numerosa delegação de executivos brasileiros interessados em fazer negócios e explorar oportunidades comerciais com o país do Oriente Médio, um dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Assim que chegou, Lula se encontrou com Abdurrahman al-Attiyah, secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, que está interessado em um acordo de livre comércio com o Mercosul.

Uma das áreas de maior interesse para os sauditas no Brasil é a agricultura, já que Riad está em busca de recursos para reforçar sua produção e procura oportunidades de compra ou aluguel de terras cultiváveis em outros países.

Dois acordos de destaque devem ser assinados no domingo: o primeiro, entre a Petrobras e uma empresa de mineração saudita; o segundo, entre grupos farmacêuticos brasileiros e sauditas para a produção de insulina no país árabe.

No entanto, antes da viagem presidencial, o porta-voz de Lula em Brasília Marcelo Baumbach disse que as intenções do Brasil com a Arábia Saudita eram muito mais estratégicas do que comerciais.

"Um bom diálogo com a Arábia Saudita é um elemento positivo para a relação do Brasil com outros países árabes, principalmente os do Golfo", indicou.

A Arábia Saudita é o maior mercado consumidor de produtos brasileiros no Oriente Médio, com 5,5 bilhões de dólares anuais em negócios. O Brasil é o maior fornecedor saudita de carne de frango congelada, além de vender excelentes quantidades de carne bovina.

A Arábia Saudita é a primeira parada da viagem de Lula, que antes de retornar ao Brasil ainda vai à China e à Turquia.(Agência de notícias - AFP - RIAD, Arábia Saudita

Por: Helena™

quinta-feira, 7 de maio de 2009

REMOTISSISMAS AS CHANCES DO BRASIL TEM EPIDEMIA DE CASOS DE GRIPE AH1N1

Desde o alerta da Organização Mundial da Saúde, feito no dia 25 de abril, o
Ministério da Saúde vem mantendo total transparência sobre os
acontecimentos e colocou em ação o seu plano para evitar e conter o avanço
da doença no Brasil.

Ontem, o governo brasileiro recebeu da Organização Mundial da Saúde os kits
que permitem diagnosticar se um paciente tem ou não a gripe A (H1N1).
Os laboratórios pediram um prazo de até 72 horas para oferecer os primeiros
resultados. Mas, como eles tiveram tempo para estudar os protocolos e fazer
todos os preparativos para o manejamento dos kits enquanto aguardavam a
chegada deles, os primeiros resultados saíram mais rápido do que o previsto.
Das amostras que já estão em análise, obtivemos, hoje, a confirmação de que
quatro são confirmados como influenza A (H1N1). Todos os infectados
contraíram o vírus no exterior.

Outros 93 testes de casos suspeitos e em monitoramento deram negativo. Ou
seja, eles não estão com a doença.
15 estão em processo de análise, cujos resultados provavelmente sairão
amanhã. A chegada dos kits, portanto, nos permitiu confirmar que o vírus chegou ao
Brasil.

Mas o que muda na nossa estratégia a partir desta informação? NADA.

Isto porque o governo brasileiro já vem tomando TODAS AS PRECAUÇÕES E
TODAS AS MEDIDAS NECESSÁRIAS para conter a doença, rastreando,
monitorando e tratando os possíveis doentes.
Um breve histórico dos casos confirmados de Influenza A (H1N1) no Brasil:
Dos quatro casos confirmados da doença no Brasil, dois são de São Paulo, um
do Rio de Janeiro e um de Minas Gerais.
Três deles vieram do México e um dos Estados Unidos.
Os pacientes são adultos jovens. Todos passam bem.
Não há crianças nem idosos entre os casos confirmados.
Caso 1
Paciente de São Paulo que esteve no México de 17 a 22 de abril.
Começou a manifestar os sintomas no dia 24 de abril.
Ficou internado entre 29 de abril e 4 de maio.
Passa bem.
Como o maior período de transmissibilidade do vírus é de dez dias, este
paciente não corre risco de infectar outras pessoas.
Caso 2
Paciente de Minas Gerais que esteve no México de 22 a 27 de abril.
Começou a manifestar os sintomas no dia 26 de abril, ainda no México.
Foi internado no mesmo dia em que chegou ao Brasil.
Recebeu alta no dia 29 de abril porque só tinha febre relatada, sem aferição
por termômetro.
Permaneceu em isolamento domiciliar até o dia 6 de maio.
Passa bem.
Como o maior período de transmissibilidade do vírus é de dez dias, este
paciente não corre risco de infectar outras pessoas.
Caso 3
Paciente de São Paulo que esteve na Flórida, nos Estados Unidos.
Chegou ao Brasil no dia 28 de abril.
Começou a manifestar os sintomas no dia 29.
Não foi internado porque, de acordo com a Organização Mundial de Saúde,
nesta data, a Flórida não era considerada área afetada pela doença nos
Estados Unidos. Isto só aconteceria no dia 2 de maio.
Foi mantido em isolamento domiciliar.
Passa bem.
Nenhum dos familiares manifestou sintomas.
Caso 4
Paciente do Rio de Janeiro que esteve no México.
Retornou ao Brasil no dia 3 de maio.
Começou a manifestar os sintomas no dia 2 de maio, ainda no México.
Está internado desde o dia 5 de maio.
Passa bem.
Ressalto que a confirmação dos casos mostra que os sistemas de vigilância
estão funcionando plenamente e o poder público está com a situação
controlada.
Mais: todos os casos foram importados e não existem evidencias de que o
vírus tenha contaminado outras pessoas no país, ou seja, o vírus não circula no
país.
Esses procedimentos mostram que temos controle sobre os possíveis casos da
doença e a capacidade para tratar as pessoas infectadas.
Volto a afirmar: todos os pacientes passam bem.
Assim quero garantir a todos que estamos preparados para conter a doença
com pulso firme.
Devo mencionar, por exemplo, que o México, país mais atingido pela gripe,
possui cerca de 1 milhão e 800 mil tratamentos disponíveis para sua
população. Já o Brasil tem o suficiente para tratar, pelo menos, 9 milhões de
pessoas.
Quero reafirmar que não há mudança nas ações do Ministério da Saúde. Tudo
o que deveria estar sendo feito, está sendo feito.
Vamos manter a vigilância nos portos e nos aeroportos e a vigilância terrestre.
Temos uma estrutura construída desde o ano 2000. Trata-se de uma rede de
vigilância em saúde para enfrentar o vírus influenza.
Em 2003, o governo brasileiro fortaleceu essa vigilância e preparou a rede
nacional de laboratórios para o diagnóstico da doença.
E, finalmente, já em 2005, criamos um grupo com representantes de diversos
ministérios para realizar ações conjuntas para combater o vírus.
Qual é o recado para a população:
Fiquem tranqüilos. Estamos no controle da situação e até o momento não há
nenhum registro de contágio homem a homem no Brasil. Todos os casos foram
contraídos no exterior.
A diferença de ontem para hoje é que confirmamos caso de pessoas que foram
identificadas e passam bem.
Reitero que estamos mantendo total transparência de nossas ações. Qualquer
pessoa pode acompanhar os acontecimentos pelo site do Ministério da Saúde,
o www.saude.gov.br, onde estão à disposição boletins diários. Dúvidas podem
ser solucionadas também pelo Disque-saúde, número de informações gratuito
0800 61 1997.
A minha palavra de hoje, portanto, é que a população deve estar segura de que
todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde estão sendo
seguidas.
Deixo um alerta importante. As pessoas não devem se automedicar, pois, além
de perigoso para a sua saúde, os medicamentos podem mascarar a doença.
Todas as pessoas que vierem de países afetados ou que tiverem contato com
pessoas que sejam consideradas suspeitas de ter a doença e tiverem os
sintomas, devem devem procurar um serviço de saúde, que estará pronto para
recebê-los.
Os sintomas são os seguintes:
Febre repentina acima de 38ºC E tosse, e além disso, você pode ter também
um dos seguintes sintomas: dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor
muscular e dor nas articulações.
Esses sintomas surgem em até 10 dias depois de a pessoa sair de uma região
afetada pela doença.
Também é preciso ficar alerta se a pessoa teve contato próximo, nos últimos
dez dias, com uma pessoa que tenha a suspeita de estar infectada pela
influenza A (H1N1).
O Ministério da Saúde, os estados e os municípios, e também os médicos e os
hospitais, todos estamos preparados e em plena ação para dar segurança à
população e conter a doença no nosso país.

MINISTÉRIO DA SAÚDE
Assessoria de Comunicação Social
Divisão de Imprensa
Pronunciamento do ministro da Saúde, José Gomes Temporão,

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Confiança - Bovespa fecha acima dos 50 mil pontos pela 1ª vez desde setembro

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou nesta segunda-feira (4) acima dos 50 mil pontos pela primeira vez desde setembro do ano passado. O Ibovespa, referência da bolsa paulista, avançou 6,59%, para 50.404 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,219 bilhões. No ano, o índice acumula alta de 34,23%.

Os investidores estão mais animados com as expectativas de melhora na economia global. Além disso, notícias positivas provenientes da China, onde o índice de atividade industrial voltou a aumentar, também contribuíram para o desempenho dos mercados.

As ações em alta negociadas no Ibovespa foram:


All Almert Lat (+12,97%), Cyrela Realt ON (+12,52%) e Embraer ON (+11,75%).

Em queda foram:

Eletropaulo PNB (-1,32%), JBS ON (-1,14%) e Telemar ON (-0,41%).

Em Wall Street, o movimento também é de alta. Na reta final dos negócios, o índice Dow Jones Industrial Average, principal indicador da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), avançava 2,44%, para 8.412,80 pontos, enquanto o índice S&P 500 tinha valorização de 2,62%, para 900,55 pontos. Na bolsa tecnológica Nasdaq, o indicador Nasdaq Composite subia 1,85%, para 1.751,05 pontos.

C/A

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ditando Novo Paradigma Bancário - BB começará a reduzir spread nesta semana, diz Bendine

O Banco do Brasil vai começar a reduzir seus spreads nos empréstimos ainda nesta semana, após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

"É natural que cada vez que a taxa Selic caia, a taxa de juros ao tomador final caia", disse nesta terça-feira o presidente do banco estatal, Aldemir Bendine, a jornalistas, acrescentando que o próximo corte de juros pelo BB já incluirá a diminuição do spread aplicado pelo banco nos empréstimos.

Na quarta-feira, o Copom deve promover um novo corte na taxa básica de juros, hoje em 11,25 por cento ao ano. A maioria dos economistas aposta em redução de 1 ponto percentual.

Bendine foi indicado pelo governo federal no início do mês para substituir Antonio Francisco de Lima Neto na presidência do BB com a missão de reduzir o spread, a diferença entre a taxa que um banco paga para captar recursos e a que cobra de seus clientes na concessão de crédito.

O executivo esclareceu, contudo, que o maior banco público do país não passou a ter metas formais estabelecidas em contrato com o governo federal para reduzir o custo dos seus empréstimos, ao contrário do que sinalizou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar sua nomeação.

Conforme Bendine, o compromisso do BB de acelerar o processo de queda de juros e de spread será feito com responsabilidade.

"Não existe um contrato formal de gestão, eu tenho um compromisso pessoal com o ministro da Fazenda de trabalhar para o destravamento do crédito", disse.

Ele frisou que as metas de desempenho do banco para 2009 permanecem aquelas anunciadas antes da troca de comando do BB.

Esses parâmetros indicam um crescimento da carteira de crédito da instituição entre 13 e 17 por cento e uma taxa de spread global médio de 6,8 por cento a 7,2 por cento no final do ano --frente a 7,1 por cento no encerramento de 2008.

A intenção do BB é reduzir os spreads de todas as suas linhas de financiamento, mas o comportamento do spread global dependerá das mudanças na composição da carteira do banco. Ou seja, se houver um crescimento relativo de carteiras em que as taxas são consideradas de maior risco --como a de pessoa física--, o spread global pode até se elevar.

"O spread global médio não é uma boa medida do nosso desempenho", afirmou Bendine.

BRB AINDA NA MIRA

Bendine disse ainda que a instituição segue interessada na compra do Banco de Brasília (BRB). Na semana passada, o governo do Distrito Federal informou ter desistido de vender o BRB para o BB.

"Permanece o interesse do BB em persistir com essa negociação", comentou, adiantando que haverá uma reunião entre as partes para discutir o assunto na próxima semana.

O executivo afirmou que também na próxima segunda-feira o banco assinará com a Cyrela um financiamento no valor de 20 milhões de reais para a construção de 500 casas. O empreendimento será voltado para famílias com renda de três a 10 salários mínimos que devem ser atendidas pelo programa habitacional do governo "Minha Casa, Minha Vida".

O BB quer disponbilizar em um primeiro momento 500 milhões de reais em crédito para o programa. A ideia, segundo Bendine, é concentrar o financiamento à produção num primeiro momento, mas em cerca de 60 dias a instituição também irá passar a oferecer financiamento diretamente aos tomadores finais.

Às 12h21, as ações do BB exibiam alta de 0,72 por cento, cotadas a 18,25 reais. No mesmo horário, o Ibovespa exibia queda de 0,95 por cento.

Por Cesar Bianconi

terça-feira, 21 de abril de 2009

"O CARA".........É NOSSO

Nunca, jamais, um governante brasileiro teve a gama de elogios e afagos que Lula tem encontrado mundo afora, nos últimos tempos.

O presidente Barack Obama disse gostar dele e afirmou, no sentido positivo, ser Lula "o cara". Para nosso orgulho, o retirante nordestino, que veio para o sul num pau-de-arara e chegou a conhecer a fome, é o maior exemplo de resistência, valor e progresso do homem brasileiro. A outrora desprezada "república de bananas" chegou, justamente durante o seu governo, à condição de oitava economia do mundo e hoje figura como um dos bastiões e exemplo de resistência à crise econômica mundial, entre outras vantagens. Certo que os bons indicadores de hoje são conseqüências de décadas de trabalho de toda a sociedade - governos, empresariado, entidades e povo -, mas ninguém pode negar que Lula deu continuidade e implementou novos conceitos de Economia e a boa notícia veio durante o seu mandato.

Que o seu carisma, sensibilidade política e senso de coordenação fizeram a sua ascensão à primeira magistratura do país. Há que se reconhecer também que o mundo de hoje é outro, a ponto de um negro ser o presidente dos EUA, situação inimaginável até a bem pouco tempo. Inteligentemente, o próprio Lula procura minimizar os elogios que os governantes das maiores potências do mundo lhe dirigem. Mas é bom se precaver, pois essa notoriedade traz obrigações e a sugestão de comportamentos que jamais se cobraria de figuras obscuras. A partir do momento em que é considerado positiva e internacionalmente como "o cara", nosso presidente não pode, jamais, sofrer qualquer escorregão administrativo e muito menos político.

Tem de tomar extremo cuidado ao conduzir sua sucessão - embora já tenha declarado que Dilma Roussef é sua pré-candidata - e precisa terminar o seu governo em alta. Os mesmo que o elogiam hoje certamente serão seus críticos (até carrascos) se, de alguma forma, utilizar o governo para macular o processo eleitoral ou se, por qualquer razão, seu governo vier a envolver-se diretamente em escândalos ou fizer algo que possa ferir a ética internacional. Lula, já perseguido por ser "de esquerda" e hoje festejado pelos maiores líderes mundiais, tem de aproveitar o bom momento para remover obstáculos que nos prejudicam nas relações com as grandes economias. Não pode transigir na questão amazônica. Confirmar o seu prestígio trabalhando forte para quebra de barreiras protecionistas enfrentadas pelos nossos produtos.

Lutar pelo fortalecimento do Mercosul e, principalmente, buscar a cooperação internacional para resolver o grande passivo social do Brasil que, apesar de sua pujança, ainda não consegue dar emprego, moradia, saúde, educação e o sustento para muitos de seus cidadãos, hoje submetidos às esmolas oficiais. É necessário garantir condições para que os assistidos de hoje caminhem com as próprias pernas no amanhã. Na medida em que fizer isso, mesmo que o consiga apenas parcialmente, será "o cara", também para o povo brasileiro...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Lula visita maior fábrica de papel da América Latina que completa 110 anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira, da comemoração dos 110 anos da indústria Klabin, atualmente a maior fábrica de papéis do país. A Unidade Monte Alegre está entre as dez maiores fábricas integradas de papel e celulose do mundo, posição alcançada em setembro de 2008 , quando, segundo a assessoria de imprensa, foi inaugurado o Projeto de Expansão MA-1100. De 700 mil toneladas de papéis por ano, a unidade paranaense passou a produzir 1,1 milhão.

De acordo com a assessoria, com a expansão, a capacidade total da empresa passou de 1,6 milhão para 2 milhões de toneladas/ano de papéis para embalagens. O destaque foi a aquisição da Máquina de Papel MP9, de 250 metros de comprimento - considerada a mais moderna do mundo para fabricar papel cartão. A Unidade Monte Alegre da Klabin que o presidente visitou pela manhã é relevante na história do moderno setor industrial brasileiro. Sua trajetória foi mostrada a ele, lembrando que com a Segunda Guerra Mundial em curso, Getúlio Vargas deu início ao plano de substituição de importações para produzir itens essenciais que já faltavam naquele início dos anos 1940, entre eles o papel imprensa.

A fábrica começou a ser construída em 1942 para atender àquela demanda. Foi inaugurada em 1945, com uma produção de papel numa escala até então inédita no país. Nos relatos da empresa consta a informação de que já em 1946 eram produzidas 40 mil toneladas de papel. Com a modernização, atingiu em agosto de 2008 a marca de 20 milhões de toneladas (líquidas) de papel. produzidas em toda a sua história.

O grupo Klabin produz, exporta e recicla papéis em 17 unidades industriais no Brasil e uma na Argentina. As florestas da Klabin no Paraná, que somam 270 mil hectares entre plantações de eucalipto e pínus e matas nativas, foram as primeiras do Hemisfério Sul a receber o selo Forest Stewardship Council (FSC), a entidade mais atuante do mundo no monitoramento das melhores práticas de gestão florestal e atividades derivadas.

O modelo de plantio praticado pela Klabin, chamado de mosaico, mescla florestas plantadas com áreas de matas nativas entremeadas, formando corredores ecológicos que permitiram a identificação de várias espécies de animais, algumas consideradas raras. A Klabin tem, para cada 100 hectares de florestas plantadas, 83 hectares de matas nativas preservadas. No balanço de suas atividades de 2008 e expectativas para 2009, a direção da empresa afirmou estar preparada para enfrentar os desafios deste ano, preservando recursos em caixa e buscando melhores resultados graças ao aumento de competitividade e fortalecimento das exportações.

C/A

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Acomodação Bancária - Juro Deve Cair Para 9,25%

A Febraban estima que os juros no Brasil devem chegar a 9,25% ao ano em junho deste ano, e inflação de 4,3%.

Isso significa um juro real de 4,7% ao ano.

Para o aplicador de títulos públicos, isso representa um rendimento líquido depois do imposto de renda de somente 2,85% ao ano.

Os ricos que viviam de juros não vão ficar felizes com essa nova situação. Agora quem quiser viver de renda vai ter que assumir riscos, algo que raramente aconteceu neste país.

Por Stephen Kanitz

terça-feira, 7 de abril de 2009

Lula aplaudido. Aécio e Tadeu vaiados na inauguração na usina de biodiesel de Montes Claros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou hoje, 6 de abril, a usina de biodiesel Darcy Ribeiro, da Petrobras, em Montes Claros (MG), acompanhado de várias autoridades.

A usina recebeu o nome de Darcy Ribeiro porque o antropólogo, escritor, educador e ex-senador nasceu em Montes Claros.

O presidente foi bastante aplaudido, enquanto que o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Tadeu Leite foram vaiados por parte da militância petista ligada aos movimentos sociais, servidores do estado, além de servidores municipais.

Nem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva inibiu as repetidas manifestações dos petistas (que não fazem parte do time da boquinha), sempre que o nomes de Aécio e Tadeu eram citado e quando foram chamados para discursarem.
O prefeito caloteiro de Montes Claros ficou todo desconcertado quando ingenuamente quis estar bem com Deus e o Diabo lançando Dilma e Aécio para Presidência da República e recebeu uma sonora vaia.

Por Gusmão

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Uma Revolução Monetária - Lula propõe comércio direto Brasil-China sem uso do dólar

O presidente Lula encontrou-se em separado com o presidente chinês Hu Jintao, para estreitar as relações Brasil-China.

Lula disse à BBC em Londres, que propôs que o comércio entre China e Brasil passem a ser feitas em reais e yuans (a moeda chinesa):

"Eu propus para a gente começar a discutir que as trocas comerciais entre Brasil e China sejam feitas na moeda brasileira e na moeda chinesa".

"Eles vão discutir e, quem sabe, a gente tenha, no dia 19 de maio, o começo de uma boa conversa entre o nosso Banco Central e o Banco Central deles, o nosso ministro da Fazenda e o ministro da Fazenda deles."

"A vantagem é que o pequeno empresário não tem que ficar atrás de dólar para comprar, ou seja, ele faz o negócio na moeda do país. É muito mais fácil".

"Essa crise nos ensina que vamos ter que, com o tempo, começar a trocar essas moedas para que a gente não fique dependente do dólar. Essa crise demonstrou uma coisa fantástica. O país que tem a maior crise é os Estados Unidos. Mas como o dólar é a moeda universal, o dinheiro sai dos países emergentes e vai para os títulos do Tesouro americano, o que é um contra-senso."

"Precisamos criar novos mecanismos para não ficarmos tão dependentes do dólar", concluiu Lula.

O presidente Lula visitará a China em maio.

O fato foi notícia na imprensa estadunidense, como no jornal de negócios Wall Street Journal. Os EUA se preocupam com a tendência do dólar deixar de ser moeda mundial de referência, repetindo o que aconteceu com a Libra esterlina no passado.

Por: Zé Augusto

quarta-feira, 1 de abril de 2009

EUA E INGLATERRA ISOLADOS - SARKOZY VÊ TOTAL IDENTIDADE DE OPINIÕES COM BRASIL NO G-20

França e Brasil compartilham de "uma total identidade de opiniões" sobre a necessidade de uma regulação mundial, declarou nesta quarta-feira o presidente francês Nicolas Sarkozy, na véspera da cúpula do G20 em Londres, depois de se reunir, em Paris, com o presidente Luiz Inácio Lula de Silva.

O presidente brasileiro chegou nesta quarta-feira ao Palácio do Eliseu, na capital francesa, onde foi recebido por Sarkozy. Lula chegou acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o assessor para Relações Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Durante o almoço, os dois líderes trataram especialmente de posições conjuntas para apresentá-las na reunião do G20 nesta quinta-feira. Sarkozy ressaltou que os dois países preparam "uma contribuição comum" para "uma nova coordenação governamental mundial".

À tarde, Lula viajará de trem para Londres. Fontes diplomáticas brasileiras afirmaram que o País tem um interesse especial na reforma das instituições financeiras, começando pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Nas últimas semanas o Brasil insistiu na necessidade de conclusão da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), que o País considera a melhor maneira de acabar com as tentações protecionistas provocadas pela crise econômica.

Em uma entrevista publicada na edição de segunda-feira do jornal francês Le Monde, o presidente afirmou que, diante da atual crise mundial, os problemas mais urgentes são o restabelecimento do crédito e a luta contra o protecionismo.

Lula afirmou esperar que o G20 "possa apresentar soluções capazes de contra-atacar os efeitos devastadores da crise e levar a uma profunda reformulação da economia internacional a médio e longo prazo".

A/C

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mundo de Todos - Lula dirá no G20 que combate à crise passa por ações que beneficiem os pobres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (27) que irá defender no G20 a tese de que o combate à crise econômica mundial não pode ficar centrado apenas nas ações de ajuda aos banqueiros e a grandes investidores.

Para o presidente, o auxílio dos governos destinado apenas aos ricos pode fazer com que o ônus da atual situação econômica mundial se desloque para o lado dos pobres.

“Se a gente ficar com medo, só tentando resolver apenas os problemas dos banqueiros que quebraram, a crise não vai acabar nunca. É preciso que se coloque aqueles títulos podres no arquivo morto, que se coloque dinheiro novo para fazer crédito e vamos tocar o barco para frente”, disse Lula, ao visitar a 17ª Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon Batimat 2009), em São Paulo.

O presidente ressaltou, ainda, que é no momento de crise que os países devem aumentar os investimentos para fazer com que continuem a gerar riquezas. Ele afirmou que foi por essa razão que o país não diminuiu o ritmo das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Petrobras. “Por isso que a Caixa contratou nos três primeiros meses de 2009 o triplo do mesmo período de 2008. E é isso que eu vou levar para o G20”, afirmou.

A reunião de chefes de Estado do G20, grupo das maiores economias do mundo, se realizará em Londres, no próximo dia 2.

ABr

segunda-feira, 23 de março de 2009

O Brasil na Pole Position - Lula em Pernambuco e na Bahia nesta segunda


Não está confirmado se Dilma o acompanha.

O presidente Lula chega à base área do Recife às 9:50hs e segue para Vitória de Santo Antão, onde inaugura uma fábrica da Sadia, a partir das 11hs.

Depois segue para Jaboatão dos Grararapes, onde inaugura às 13:30, a estação do metrô Cajueiro Seco (Rua Itacuruba, 1.415 A, Prazeres).

Às 16hs, já estará em Salvador na Bahia, para a cerimônia de balanço do primeiro ano e anúncio dos novos Territórios da Cidadania em 2009, no Teatro Castro Alves.

Por: Zé Augusto - amigosdopresidente

sábado, 21 de março de 2009

SANTA CATARINA CONTA COM INVESTIMENTOS DE R$1,5 BILHÃO NO SEGMENTO PORTUÁRIO

"A infra-estrutura portuária de Santa Catarina está recebendo investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão de reais, sendo cerca de R$ 1,1 bilhão em terminais privados (Navegantes , Itapoá, Imbituba e Teconvi em Itajaí). Com estes recursos, a capacidade instalada dos portos do estado chegará a 4,4 milhões de TEUs/ano". A análise foi feita pelo Diretor Superintendente do Tecon Santa Catarina, Gabriel Ribeiro Vieira, durante o Painel Infraestrutura Portuária no Estado de Santa Catarina do XXIV ENEEPH - Encontro Nacional de Empresas e Entidades Portuárias e Hidroviárias.

O painel também contou com as presenças dos dirigentes dos portos de São Francisco do Sul, Itajaí e Navegantes. De acordo com Paulo Corsi, Diretor Geral do Porto de São Francisco do Sul, anfitrião do evento, Santa Catarina teve, nos últimos anos, um crescimento anual de 15 a 20% na movimentação portuária. Segundo Corsi, uma projeção conservadora de um crescimento da ordem de 10% para os próximos anos projeta a necessidade de instalação de um novo berço a cada dois anos, o que mostra a importância dos novos investimentos no setor.

O ENEEPH, um dos mais tradicionais eventos portuários do país, reúne especialistas dos setores público e privado, com o objetivo de promover a troca de experiências entre entidades e empresas do segmento. A edição de 2009 foi realizada em Joinville, Santa Catarina, de 17 a 20 de março.

Com investimentos de cerca de R$ 400 milhões na primeira fase, o Tecon Santa Catarina, em fase de construção em Itapoá, começa a operar em 2010. É um terminal portuário privativo de uso misto (carga própria e de terceiros) exclusivo para a movimentação de contêineres, com capacidade instalada inicial para movimentar mais de 500 mil TEUs/ano.

Concebido para ser referência em produtividade e segurança entre os portos brasileiros, o porto de Itapoá terá a movimentação de contêineres monitorada em todas as fases da operação. Será equipado com quatro guindastes de carga super post Panamax (Portêineres), 11 guindastes de pátio tipo RTG (Transtêineres), 26 caminhões para a movimentação de contêineres no pátio (Terminal Tractors) e 3 Reach Stackers entre outros e contará com as mais avançadas tecnologias do segmento: DGPS (Differencial GPS), RFID (Radio Frequency Identification) e operação de acordo com o ISPS Code (regulamentação internacional de segurança portuária).

Do 100%PURA

segunda-feira, 16 de março de 2009

Lula diz que G20 não pode esperar mais para decidir medidas contra a crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (16) que os países têm de tomar uma decisão para solucionar a crise financeira mundial durante a reunião do G20 (grupo das 20 principais economias mundiais), no dia 2 de abril, em Londres.

“Não temos tempo e o povo não pode esperar. Nessa reunião, temos que tomar decisão. Pode ser uma reunião mais dura, com mais divergências, mas vamos ter que tomar uma decisão. Temos que garantir se vai ter aporte, dinheiro do FMI (Fundo Monetário Internacional), para ajudar os países emergentes”, disse Lula, em Nova Iorque, após seminário com investidores estrangeiros.

Lula disse ao presidente norte-americano, Barack Obama, que os Estados Unidos precisam definir sua posição dentro do G20 sobre as ações de combate à crise. Ele reafirmou que o Brasil defenderá a regulação do sistema financeiro internacional.

“Ou mexemos profundamente nos paraísos fiscais ou falar que combater o narcotráfico, o crime organizado, não passará de estupidez, porque lá [paraíso fiscal] é que se passa a lavagem de dinheiro do crime organizado”, afirmou.

O presidente voltou a criticar adoção do protecionismo pelas nações ricas como forma de resolver a crise. “É um equívoco achar que o protecionismo vai resolver a crise”. Segundo Lula, o Estado precisa intervir para ajudar os bancos em dificuldade e garantir a movimentação do crédito, mesmo que o governo norte-americano seja contrário à idéia. “Até quando esse assunto vai ser tabu, não sei?”.

Por Carolina Pimentel

- O SONHO VIRANDO REALIDADE -

...um espetáculo de Brasil para brasileiros esta acontecendo a passos largos e agora podemos muito mais...